‘A sociedade não está cega e deseja mudança’, diz manifestante do AC

Centenas de jovens participaram de ato pacífico na capital do Acre.
Novas manifestações estão agendadas para o decorrer da semana.

Os estudantes levantaram cartazes com frases do tipo: 'O Acre também acordou' (Foto: Eduardo Duarte/G1)
Os estudantes levantaram cartazes com frases do tipo: ‘O Acre também acordou’ (Foto: Eduardo Duarte/G1)

G1/Acre

Com as faces pintadas e municiados com cartazes, máscaras, bandeiras do Brasil e do Acre, apitos, nariz de palhaço e outros adereços, os manifestantes de Rio Branco caminharam na tarde desta terça-feira (19) da frente do Terminal Urbano da cidade até o Palácio do Governo, na Praça Eurico Gaspar Dutra, entoando palavras de ordem e o hino nacional.

A caminhada é apenas o primeiro ato de outros que devem acontecer na cidade até o próximo sábado (21), quando será realizado o movimento principal, denominado ‘Dia do Basta’. De acordo com o estudante de veterinária Diego Vítor, de 22 anos, um dos organizadores do manifesto, a ideia da ação é fazer com que todos percebam que a sociedade não está cega e deseja mudança.

"Todo mundo deve perceber que existe essa massa que não é cega", disse Diego Vitor (Foto: Eduardo Duarte/G1)
“Todo mundo deve perceber que existe essa massa que não é cega”, disse Diego Vitor (Foto: Eduardo Duarte/G1)

“O mais importante é que todos nos escutem. Eles precisam saber que existimos e que estamos indignados com o que tem acontecido pelo país. Todo mundo deve perceber que existe essa massa que não é cega, que quer mudança e sabe o que quer, não é uma massa alienada. O gigante acordou e vamos mantê-lo acordado. Vamos nos mobilizar e mudar a corrupção e tudo tem acontecido”, afirma.

O jovem declara que o foco da manifestação, quando anunciada, era ‘abaixo a corrupção’, mas admite o predomínio da pluralidade de interesses, que devem abranger diversas bandeiras.

“Essa é uma manifestação plural. Cada um tem uma bandeira individual que quer levantar. Nós lançamos o manifesto ‘abaixo a corrupção’ quando convocamos as pessoas para cá. Aqui no estado, a maior bandeira vem sendo essa, mas também a da igualdade de direitos, de gêneros, para que todos possam viver em paz, uma democracia de fato, sem perseguição, sem alienação e todos fazendo a diferença”, declara Vítor.

Segundo a estudante de artes cênicas Adriana Maria, de 27 anos, há muito tempo os estudantes, tanto secundários quanto universitários, já vinham manifestando suas indignações via Facebook, via conversas paralelas.

“Agora, não podemos ficar de fora. Esse é o momento em que o Brasil acordou, todos estão se movimentando contra as causas que nos fazem sofrer a muito tempo. Então, acho que esse foi o verdadeiro motivo que nos fez levantar e sair das redes sociais para às ruas”, diz.

O ponto final da manifestação foi no Palácio do Governo (Foto: Eduardo Duarte/G1)
O ponto final da manifestação foi no Palácio do Governo (Foto: Eduardo Duarte/G1)

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