Acre assina acordo no Rio de Janeiro com BNDES para estruturar mercado de carbono

BNDSO Estado do Acre é conhecido pelo protagonismo e avanços nas políticas de desenvolvimento sustentável, autor de uma lei que incentiva os serviços ambientais e estrutura oferta de ativos. Já o Estado do Rio de Janeiro tem atuado fortemente para diminuir danos ambientais, inclusive, possui uma lei que o obriga a reduzir emissão de carbono e avançou significativamente nas discussões sobre o assunto. Diante de tais peculiaridades, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), acredita que ambos possam dar o pontapé nesse processo.

Assim, unindo os esforços diante do interesse comum, a sede do BNDES, no Rio de Janeiro, foi local de um momento que é um marco na história da política ambiental do país. O governador Tião Viana, acompanhado do senador Aníbal Diniz e equipe de secretários de Estado, o secretário de Meio Ambiente do Estado do Rio de Janeiro, Carlos Minc, e o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, assinaram um Acordo de Cooperação Técnica com o objetivo de traçar o sistema e metodologia do mercado de carbono – o resultado pode ser referência para o Brasil e outros países. O acordo, porém, está aberto à adesão de outros órgãos e entes da administração pública direta e Indireta.

O Acordo representa o primeiro arranjo subnacional brasileiro voltado para o mercado de emissões de carbono. “O BNDES nos alegra porque realmente está comprometido com a Amazônia. O Acre foi reconhecido pelo banco alemão KFW ao receber 11 milhões de euros por sua política de redução das emissões de carbono. Nosso estado está inserido no cenário da busca pela sustentabilidade com desafios inovadores: temos um programa habitacional pioneiro chamado Cidade do Povo, estamos construindo 10.518 unidades habitacionais sustentáveis e produzindo 80 mil portas e janelas a partir do manejo licenciado florestal. Só uma de nossas cooperativas de castanhas movimenta R$ 30 milhões por ano”, disse o governador Tião Viana, que citou várias outras atividades sustentáveis realizadas no Acre.

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, diz que essa é uma parceria que tem sentido por se tratar de dois estados preocupados em fortalecer suas políticas ambientais, visando a redução de emissão de carbono. “Estamos felizes em poder mediar essa grande parceria”, ressalta.

Carlos Minc, ex-ministro do Meio Ambiente, disse que o Acre mais uma vez reforça sua tradição vanguardista na questão ambiental. “Temos todo o interesse que o Acre mantenha suas florestas, e esse acordo, além da cooperação técnica, permitirá trocarmos experiências. O Rio de Janeiro, independente de nossas vontades, tem empresas que se instalam no estado e não são todas mantidas com energia eólica, portanto, é um grande devedor e tem trabalhado com medidas ambientais para reduzir danos, inova com a Bolsa Verde de Ativos Ambientais e quer que parte de suas emissões sejam compensadas”, comenta. (Da Secom)

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