Adair Longuini diz que o Tribunal de Justiça do Acre não pode administrar apenas a folha de pagamento

Fazendo uma rápida avaliação de sua administração, o desembargador Adair Longuini disse que deixa a presidência feliz por ter concretizado um dos principais compromissos com os servidores: a aprovação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração. Sem perder a linha que adotou durante os dois anos que presidiu o Poder Judiciário do Acre, Longuini voltou a defender a independência dos Poderes.

“Essa independência do poder judiciário está consagrada na própria constituição federal, infelizmente, dada a cultura instalada no Brasil e não apenas no Acre, o Poder Judiciário acaba sendo tratado não como um poder independente, mas como uma secretaria”, comentou.

A luta travada com o governo do Acre pela aprovação de mais recursos na Lei de Diretrizes Orçamentária que chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), e também, ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), foi rechaçada neste final de ano. Longuini confessou que em 2012, o governador se sensibilizou com as necessidades de crescimento do Poder Judiciário.

“Ele foi sensível, investiu o que esperávamos este ano. Tanto que conseguimos inaugurar a Cidade da Justiça no Juruá, agora, isso precisa continuar dentro de um ambiente harmônico”, acrescentou.

Para o presidente do Tribunal de Justiça do Acre é preciso entender a flutuação da economia. Ele citou a crise econômica e destacou que mesmo com todas as dificuldades, o governador Sebastião Viana vem conseguindo vencer essa fase. O pagamento em dia dos servidores foi um dos destaques apontados.

“O Estado deixou de receber R$ 130 milhões de FPE. Quando os poderes se reúnem e discutem orçamento fica mais fácil administrar crises. Os poderes devem discutir a economia do estado e fazer a divisão do bolo da forma como é pra fazer”, destacou.

Com vinte e cinco anos de carreira, Longuini afirmou que a maior conquista de sua gestão foi a aprovação do PCCR. O último plano era de 2001. “A força de trabalho do servidor é o maior patrimônio do Poder Judiciário do Acre”, concluiu o desembargador.

Da redação de ac24horas

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