Autoridades visitam cônsul boliviano para falar de presos brasileiros

A reunião realizada na manhã deste sábado se deu após um encontro entre sete vereadores de Epitaciolândia e as famílias dos presos brasileiros.

Vereadores do município de Epitaciolândia, o secretário de Direitos Humanos do Governo do Estado, Nílson Mourão, e o senador Anibal Diniz (PT), estiveram na manhã de sábado (16) em uma reunião com familiares dos presos brasileiros mantidos em presídios bolivianos, que foram vítimas de agressões.

A audiência das famílias com as autoridades foi para pedir providências contra as agressões sofridas por brasileiros presos, nesta semana, quando cinco deles foram massacrados, resultando na morte de um, por golpes de facão.

Autoridades brasileiras em reunião com cônsul boliviano/Foto: Divulgação
Autoridades brasileiras em reunião com cônsul boliviano/Foto: Divulgação

O vereador Carlos Portela (PPS) afirmou que logo após o término da reunião, por volta das 11 horas, a comitiva de autoridades seguiria para se encontrar com o cônsul boliviano, Guilherme Barbosa, e depois iria visitar os presos agredidos fisicamente e que se encontram internados.

 

A reunião realizada na manhã deste sábado se deu após um encontro entre sete vereadores de Epitaciolândia e as famílias dos presos brasileiros, ocorrida na sexta-feira (15), a fim de discutir providências para pôr fim aos maus-tratos e ao tratamento indigno que tem sido dispensado a estes brasileiros.

Esta reunião aconteceu às 15 horas e de acordo com os vereadores, serviu para detectar o clima de animosidade que pode resultar em um iminente conflito na fronteira.

Informações dão conta que os brasileiros querem fazer justiça com as próprias mãos.

De acordo com Carlos Portela, todos os problemas foram repassados ao cônsul boliviano, inclusive o temor de que os parentes das vítimas reajam com igual violência.

“O cônsul falou que todos os dias está acompanhando ocaso e que conversará com parentes das famílias dos presos e também com as autoridades bolivianas”, afirmou.

Segundo informações, o presídio Vila Bush, onde aconteceu o massacre aos presos brasileiros, fica em uma área cercada por muros altos, contendo alguns quartos para os presos, que não são propriamente celas, como nos modelos conhecidos no Brasil.

Informações não oficiais dão conta que o governo boliviano destina 240 bolivianos, equivalentes a 80 reais, para a alimentação de cada preso, mas este benefício não se estende aos estrangeiros, no caso, os brasileiros, cuja comida tem que ser levada pela própria família, ou o mesmo terá que trabalhar para custeá-la.

 

Comentários