Avançam as negociações para médicos acreanos formados no exterior participarem do Mais Médicos

A deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB) anunciou que estão bem adiantadas as negociações para os médicos brasileiros formados no exterior participarem do programa Mais Médicos. Ainda em novembro, o embaixador da Bolívia no Brasil, Jerjes Justiano, vem ao Acre assinar convênio com o governo do Acre para diminuir os prazos na emissão do “Título de Provisión Nacional”, que reconhece e habilita o graduado em Medicina para o exercício da profissão. O documento é expedido pelo Ministério da Educação da Bolívia e demora de seis meses a 1 ano para ser emitido, depois da conclusão do curso naquele país. A decisão foi tomada durante reunião com o embaixador da Bolívia no Brasil, nesta semana. Com a mudança no processo, o tempo de entrega do documento diminuirá para 30 a 60 dias.

Segundo a secretária de Saúde do Acre, Suely Melo, “o Acre poderá contar com mais 358 médicos brasileiros formados no exterior. Esse convênio com a Embaixada da Bolívia vai desburocratizar a emissão da documentação que poderá garantir a participação dos médicos brasileiros que se inscreveram no Acre, mas que estão na espera dessa documentação”, admitiu a secretária.

Nesta semana, também em reunião em Brasília, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, concordou em fazer mudanças na Medida Provisória do Mais Médicos, para admitir os estudantes brasileiros formados na Bolívia. O anúncio foi feito durante reunião com governador do Acre, Tião Viana, a deputada Perpétua Almeida, senador Aníbal Diniz, os deputados estaduais Eduardo Farias e Jamil Asfuri e a secretária Suely Melo.

Segundo Padilha, “a partir do dia 5 de novembro, depois da votação da MP na Câmara dos Deputados, a  portaria será lançada”. Depois desta negociação com o Ministério da Saúde, não haverá mais a necessidade de lutar pela aprovação das emendas da deputada Perpétua Almeida que incluía no Mais Médicos os acreanos formados na Bolívia.

A deputada Perpétua Almeida luta, ainda, pela inclusão de outros médicos acreanos que se formaram em países como Argentina, 1, Cuba, 31, e Paraguai, 11, para que sejam incluídos na mesma portaria.

“ O Acre precisa de médicos e temos médicos que precisam trabalhar. São mais de 6 mil famílias acreanas que se sacrificam para manter os filhos em outro país, pois no Brasilformar um filho em Medicina no Brasil, é preciso que se desembolse pelo menos 6 mil reais por mês”, concluiu a deputada.

(Assessoria Parlamentar)

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