Caçadores de bons exemplos visitam 19 projetos no Acre

Casal já visitou 19 estados brasileiros em busca de boas histórias.
Associação Sócio Cultural Yawanawá foi o projeto destacado.

G1/Ac

Eduardo e Iara na entrada do estado do Acre (Foto: Iara Xavier/ Arquivo pessoal)
Eduardo e Iara na entrada do estado do Acre (Foto: Iara Xavier/ Arquivo pessoal)

Um casal que roda o Brasil em busca de histórias e bons exemplos, esteve no Acre durante o mês de agosto e visitou 19 projetos que atendem, de maneira direta ou indireta, necessidades da comunidade. Iara Xavier, de 32 anos, e Eduardo Xavier, de 45 anos, resolveram sair em busca de boas histórias que, segundo eles, podem mudar a forma que as pessoas vêem o mundo.

Durante a estadia no Acre, o casal explica que passaram um dia em hotel e depois se dividiu entre  casa de amigos e a barraca automotiva que carregam. Além de Rio Branco, Iara e Eduardo visitaram Sena Madureira, Tarauacá e Cruzeiro do Sul.

Somam-se 19 projetos visitados no Acre. São eles: Associação Sócio Cultural Yawanawá, Grupo arco Iris, Ceanom, Instituto Feijó, Mocambo Hip Hop, Baquemirim, Barracão Fantoche e Cia, Apoac, Abraz, Apeeac, Associação hemofílicos, Apasama, Associação Hepatite, Capoeira Senzala, Agá e vida, Apadeq, Cades, Geama, Casa de apoio e saúde dos seringueiros.

Entre os projetos visitados, eles ressaltam o Tashka Yawanawá e explicam a preferência. “É pelo fato dele conseguir unir o mundo tradicional de seu povo com o mundo moderno”, diz Iara. As indicações são feitas pelos próprios moradores da comunidade.”Não fazemos pesquisa na internet, todos os projetos que visitamos foram por indicação das pessoas nas próprias cidades”.

Para Iara, o Acre também se diferenciou pela sua paisagem. “Além dos maravilhosos exemplos, também ficamos encantados com as paisagens. É um estado lindo e foi aonde vimos  pôr do sol mais incrível da nossa vida”, diz. O objetivo, segundo o casal, é mostrar que existem muito mais ações positivas do que negativas. ” Por isso queremos fazer este intercâmbio de ideias positivas entre as regiões e os países”.

O casal alimenta um site que traz todos os caminhos percorridos nessa aventura.  O projeto para o futuro é, até julho de 2014, percorrer Rondônia, Mato Grosso, Goiás, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul e depois partir para o exterior.

Sobre o objetivo dessa missão, Iara acredita que essa é uma forma de contribuir para a melhoria do mundo. “Decidimos: vamos mudar o nosso mundo. Assim nasceu a ideia de fazermos uma viagem durante cinco anos pelo mundo em busca destes bons exemplos, descobrindo pessoas que fazem a diferença em suas cidades”, disse.

Casal visitando a Associação Sócio Cultural Yawanawá (Foto: Iara Xavier/ Arquivo pessoal)
Casal visitando a Associação Sócio Cultural Yawanawá (Foto: Iara Xavier/ Arquivo pessoal)

De acordo com o casal, cansados de ouvir apenas notícias ruins, decidiram vender seu apartamento em 2011 e se engajaram nessa viagem.” Não éramos ricos, tínhamos apenas um apartamento e algumas economias. Vendemos o apartamento e fomos modulando o carro de acordo com as nossas necessidades durante o percurso. Se você planejar e esperar para fazer algo quando for o momento ideal.Esqueça! Você não fará nunca”, comenta Iara.

Iara e Eduardo já percorreram Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Maranhão, Tocantins, Pará, Amapá, Amazonas, Roraima, Acre e se encaminharam para Rondônia. Eles calculam, pelo menos, 162 km percorrido por terra, mar e ar nestes 32 meses de projeto.

Ao ser questionada sobre o que leva desse projeto e o que pretende deixar com as usas visitações, Iara é enfática. “Acreditamos que todos nós temos o bem e o mal dentro de nossos corações. Não existe ninguém totalmente bom ou totalmente ruim neste mundo. O ser humano é passível de erros. Porém, existem pessoas que além de tentar melhorar a si mesmo, também fazem algo para melhorar o mundo”, finaliza.

Casa de apoio aos seringueiros em Rio Branco (Foto: Iara Xavier/ Arquivo pessoal)
Casa de apoio aos seringueiros em Rio Branco (Foto: Iara Xavier/ Arquivo pessoal)

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