Centenas de pessoas lotam as ruas e o cemitério de Cruzeiro do Sul para se despedir de Orleir Cameli

Ray Melo, de Cruzeiro do Sul

Foto: Juruá on-line
Foto: Juruá on-line

O cortejo fúnebre do ex-governador Orleir Cameli saiu da catedral Nossa Senhora da Glória, no centro da cidade de Cruzeiro do Sul, por volta de 17h, rumo ao cemitério Jardim da Paz. Mesmo com a temperatura bastante elevada, uma multidão se aglomerava na praça em frente à igreja para o último adeus ao homem que era considerado pela grande maioria dos moradores do município, como “o braço forte do Juruá”.

Ainda abalados pela morte prematura de Orleir Cameli, populares choravam e se amparavam para suportar a dor da partida de um dos empresários mais bem sucedidos no Acre. Formou-se uma gigantesca carreata que circulou por várias vias de Cruzeiro do Sul. Moradores dos bairros onde o cortejo passou aplaudiam e se despediam do ex-governador. O corpo seguiu no carro do Corpo de Bombeiros até o local do sepultamento

Com o caixão coberto com as bandeiras do Acre e do município de Cruzeiro do Sul, o ex-governador teve direito a salvas de tiros. Eladio Cameli, irmão de Orleir Cameli estava bastante abalado e chorou durante toda a cerimônia de sepultamento. Dona Beatriz Cameli chorava silenciosamente vendo o caixão com o corpo do seu marido era colocado no jazigo da família no cemitério Jardim da Paz, em Cruzeiro do Sul.

Entre tantos que lamentavam a morte do ex-governador Orlei Cameli também estava Eluzia Santana de Araújo, de 61 anos. Desconsolada, ela dizia não acreditar na morte do “homem que tinha o coração separado da política”. Ela conta que o ex-governador ajudou seu marido no período em que ele sofreu um acidente de trabalho e não tinha a carteira assinada. Quando ficou sem renda, Orleir socorreu sua família.

“Orleir Cameli nunca ajudou uma pessoa esperando algo em troca. Ele era um homem que tinha o coração separado da política. Cruzeiro do Sul perde um braço forte que nunca se recusou em atende os pedidos das pessoas menos favorecidas. Meu marido foi uma destes beneficiados. Após ele se recuperar do acidente de trabalho, Orleir deu um emprego pra ele, mas nunca cobrou favores ou pediu algo em troca”, diz Eluzira Santana.

Foto: Juruá on-line
Foto: Juruá on-line

A comoção era geral, principalmente, entre os idosos que não conseguiam assimilar a morte do homem que considerava seus projetos assistenciais, como sua maior obra. O sepultamento foi prestigiado pelo governador ao mais simples cidadão cruzeirense. Em respeito ao filho ilustre, o comércio fechou, as repartições publicas ficaram vazias e as escolas não tiveram aula. Todo mundo se preparou apenas para despedida de Orleir Cameli.

A esposa, filhos e netos de Orleir Cameli passaram intermináveis minutos observando o caixão ser colocado no jazigo, que foi lacrado debaixo de aplausos de centenas de pessoas que lotaram o cemitério. Um segundo evento religioso foi realizado durante o sepultamento. Orleir Cameli era católico praticante. Muitas pessoas rezavam e outras choravam, mas todas tinha o único objetivo de reverenciar a partida do “pai dos pobres”.

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