Delegado diz que maior problema da PF no Acre é o tráfico da cocaína

Delegado Alexandre Silveira, o maior deles enfrentado pela Polícia Federal acreana são as drogas - A Gazeta
Delegado Alexandre Silveira, o maior deles enfrentado pela Polícia Federal acreana são as drogas – A Gazeta

Enchentes, dengue, malária, obras irregulares, problemas na transição de prefeituras, excesso de chuvas e ‘apagões’. Existe uma série de problemas no Estado, mas para o delegado Alexandre Silveira, o maior deles enfrentado pela Polícia Federal acreana são as drogas, especificamente o tráfico de cocaína. De acordo com o delegado, que é responsável pelo trabalho de policiamento da PF nas áreas fronteiriças do Estado, a origem do problema são as facilidades para o transporte do entorpecente do Peru, da Colômbia e da Bolívia.

Entre estas ‘facilidades’ para a entrada da cocaína no Estado, o delegado da PF ressalta que a estrada BR 364 é um caminho propício e altamente desguarnecido para os traficantes fazerem o chamado ‘escoamento de drogas’ em vários municípios acreanos. Além disso,  Silveira aponta os vários rios da região como outro ‘ponto fraco’ por qual os traficantes se aproveitam para distribuir as drogas não só em âmbito estadual, como no restante do território nacional, uma vez que estes rios dão acesso livre à Bacia Amazônica.

Para combater este tipo de tráfico, o delegado Silveira conta que é preciso reforçar o quantitativo de policiais federais, já que ele reconhece que o número atual de agentes é ‘insuficiente’. Mas só ampliar o policiamento não seria suficiente para resolver os males do tráfico nas fronteiras acreanas. É preciso, também, ter equipes policiais qualificadas na área de Inteligência para melhorar o combate à cocaína no Estado.

Além das ressalvas do delegado acreano, outros delegados da PF de estados fronteiriços também ressaltaram as carências para resolver as problemáticas na sua região. As maiores demandas nas 588 cidades brasileiras (28 cidades gêmeas, isto é, cidades brasileiras coladas com cidades estrangeiras) que fazem parte dos 23.086 Km da faixa de fronteiras (7.367 km marítimos e 15.719 km terrestres) envolvem o tráfico de drogas.

Em Guajará-Mirim/RO, por exemplo, a maior dificuldade é patrulhar toda a extensão do rio, em especial a parte com cachoei-ras, que separam a cidade com a Bolívia. Já em Tabatinga/AM, o empecilho ao trabalho da PF são os Km e mais Km de florestas que dividem o município amazonense de outras cidades do Peru e da Colômbia. (Com informações da Agência Câmara)

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