Descontraído, papa prega perdão na primeira aparição da janela do Vaticano

Francisco rezou o primeiro Ângelus neste domingo para uma multidão de mais de 150 mil pessoas na Praça de São Pedro, no Vaticano

iG São Paulo

papa francisco

Na primeira aparição da janela do apartamento no Vaticano, o papa Francisco rompeu uma tradição ao chamar a atenção para o poder de Deus para perdoar, em vez de ler um discurso com temas políticos e internacionais, como outros pontífices fizeram na mesma ocasião. Falando apenas em italiano, muito simpático e bem humorado, o novo papa encantou uma multidão de mais de 150 mil pessoas que estavam na Praça de São Pedro, que retribuiu com risos e aplausos em vários momentos.

“Irmãos e irmãs, bom dia”, disse ele, usando um estilo familiar que já se tornou sua marca registrada.

Francisco rezou o primeiro Ângelus do seu pontificado às 12h (8h de Brasília) e destacou a importância da misericórdia. “Temos que aprender a ser misericordiosos com todos”, disse. Ele pediu aque as pessoas não sejam tão rápidas em condenar as falhas dos outros e teceu sua homilia em torno da história do Evangelho sobre uma multidão que queria apedrejar uma mulher que havia cometido adultério, mas foi salva por Jesus.

Jesus lhes disse: “Aquele entre vós que estiver sem pecado, atire a primeira pedra” e, então, disse à mulher: “vá e não peques mais”.

“Eu acho que, às vezes, somos como essas pessoas que por um lado querem ouvir Jesus, mas, por outro, gostam de jogar a pedra e condenar os outros. A mensagem de Jesus é esta: “misericórdia”, disse ele.

Contato direto e descontração
Mais cedo, por duas vezes o papa cumprimentou fiéis na rua. Primeiro, parou de improviso em um portão lateral que delimita o espaço do Vaticano antes de rezar uma missa na pequena igreja Santa Anna, para a comunidade residente no território católico. Ele conversou e riu com fiéis que gritavam “Francesco, Francesco, Francesco”, seu nome em italiano, antes de apontar para o relógio preto de plástico no punho e dizer: “É quase dez horas, eu tenho que entrar. Eles estão esperando por mim”. Depois, saudou centenas de pessoas na saída da missa, como um se fosse um padre da paróquia. E pediu a muitos deles na saída: “Ore por mim”.

Durante a bênção da janela do apartamento papal, ele provocou risos da multidão quando mencionou um livro do cardeal alemão Walter Kasper. “Eu gostava muito deste livro, mas não pensem que eu estou tentando fazer propaganda dos livros de meus cardeais”, disse ele.

*Com AP e Reuters

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