Estudantes acreanos visitam estação de energia solar em Cobija

Estudante acreanos foram recebido pelo engenheiro Pedro Jaldin, que explicou como o projeto funciona.
Alexandre Lima

Durante a manhã desta terça-feira, dia 18, acadêmicos de engenharia elétrica da Universidade Federal do Acre e Uninorte, estiveram visitando Cobija, capital do estado de Pando, lado boliviano, com intuito de conhecer a estação de captação de energia solar recém inaugurada.

A visita contou com o apoio do Governo do Acre através da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Florestal, da Indústria, do Comércio e dos Serviços Sustentáveis – SEDENS, Sindicatos dos Engenheiros do Acre – SENGE e CREA/AC, coordenados por Ruben Dário Soares Ortiz, responsável pelo setor de integração regional e internacional do Estado, onde abriram espaço para 14 acadêmicos de cada universidade, para que pudessem conhecer o projeto de perto.

Projeto tem mais de 17 mil placas distribuídas em 15 hectares e que está gerando energia para 60% da população de Cobija.

Segundo foi passado, o projeto iniciado em 2012, já está em pleno funcionamento desde 2014. Sendo possível graças ao convênio entre o governo da Bolívia com a Dinamarca, resultando num investimento de pouco mais de U$ 11 milhões de dólares, investidos em 15 hectares, demorando menos de um ano para ser instalado no vilarejo de Villa Bush, distante nove quilômetros da capital pandina.

Ruben Dário (e), do setor de integração regional e internacional do Estado do Acre, esteve com os 28 estudantes na cidade de Cobija.

Foram instalados 17.040 painéis solares que estão gerando uma potencia de 5MW, num sistema estabilizado de rede com 2.3MW, distribuídos por seis unidades de inversores e três geradores.

Dessa forma, a cidade de Cobija, com pouco mais de 100 mil habitantes, está com 60% de sua população recebendo energia limpa gerada pelo sol. A empresa responsável, ENDE Corporação, irá gerenciar o projeto por 20 anos.

O governo boliviano visa o uso eficiente dos recursos naturais, reduzindo de forma gradual, o uso do diesel em suas usinas termoelétricas além da economia de quase 50 mil litros por dia. O estado de Pando é talvez, o único da Bolívia que mais sofre com o isolamento do resto do país pela deficiência das estrada, sendo necessário o transporte de combustível pelo Peru e Brasil, através do Acre.

Com a produção de energia limpa e renovável, Pando estará gerando o impacto meio-ambiental positivo, evitando a emissão de mais de 5 mil toneladas de CO2 (dióxido de carbono) por ano, diminuindo a contaminação ambiental na cidade d Cobija, que atualmente precisa de óleo diesel para gerar eletricidade.

Estudante curso de engenharia de eletricidade, Taynara, ficou surpresa com o projeto que está beneficiando quase toda uma cidade.

Segundo a acadêmica da Universidade Federal do Acre – UFAC, que está no oitavo período do curso de engenharia de eletricidade, Taynara, ficou surpresa com o projeto que está beneficiando quase toda uma cidade, “para nós estudantes, podemos ver de perto que é um projeto que está dando certo, além de outros meios renováveis como biomassa e heólica, poderão ajudar muito num futuro próximo”, destacou.

Segundo o engenheiro assistente, Pedro Jaldin, o retorno para a cidade de Cobija será gradativo. Nos próximos 12 anos, não será necessários investimentos imediatos, uma vez que a atual estação está funcionando perfeitamente, mas, já estão estudando a ampliação para que possam chegar num patamar confortável de abastecimento de energia elétrica, sem a necessidade do uso de usinas termoelétrica.

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