Estudo mostra que crianças estão a ‘três cliques’ de material pornô no YouTube

Um estudo mostrou que crianças que pesquisam por conteúdo no YouTube com as palavras “Peppa Pig” e “Vila Sésamo” podem estar a cerca de três cliques de material adulto. A pesquisa foi feita pela Kaspersky para o Safer Internet Day (dia da Internet segura, em português), que celebrou 10 meses na última terça-feira (05/02). Segundo o levantamento, as crianças estariam com acesso extremamente fácil a materiais pornográficos, violência e nudez.

O YouTube tem pornografia ou não? Veja quais são os limites de nudez no site

Bastam poucos cliques para que crianças tenham acesso à conteúdos violentos ou pornográficos no YouTube (Foto: Reprodução)
Bastam poucos cliques para que crianças tenham acesso à conteúdos violentos ou pornográficos no YouTube (Foto: Reprodução)

Segundo os pesquisadores da Kaspersky, a lista lateral de recomendações do YouTube – disponível na parte direita da página durante a exibição de um vídeo da Vila Sésamo, por exemplo – exibe material pornográfico ou adulto. Em outubro de 2011 a conta oficial do seriado foi invadida por hackers e alguns episódios foram substituídos por vídeos pornôs.

Outro estudo separado foi feito com 24 mil crianças em diferentes faixas de idade. Cerca de 27% tinham entre sete e 11 anos de idade. Aproximadamente metade das crianças tinha entre 11 e 19 anos. Os dois grupos encontraram material “desagradável” online em um ano de pesquisa.

Um dos exemplos encontrados pela pesquisa foi o de um clipe musical com palavrões e armas, que estava a dois cliques de distância de um vídeo do desenho infantil “Rastamouse”, graças aos “vídeos sugeridos” do YouTube.

O site tem um modo de segurança que pode bloquear materiais inadequados, como pornografia e comentários desagradáveis. No entanto, o Google admite que esse recurso pode não ser “100% preciso”, porque precisa de ajuda dos usuários para identificar vídeos impróprios. O modo de segurança trabalha com os materiais indicados como conteúdo explícito.

Assim como o Facebook, o uso do YouTube deveria ser feito apenas por telespectadores com 13 anos ou mais idade. No entanto, as duas empresas admitem que isso não pode ser totalmente controlado. A pesquisa da Kaspersky mostra que mais de um terço de crianças com sete anos e 45% dos jovens com idade entre 16 e 19 anos navegam sem supervisão alguma de responsáveis.

A empresa afirmou ainda que este tipo de estudo traz à tona a discussão sobre a regularização da Internet. “A facilidade de acesso ao conteúdo online inapropriado é parte do grande debate se a Internet deveria ser controlada ou censurada”.

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