“Evo Morales tem preconceito contra brasileiros: ele tortura, mata e queima”, diz Walter Prado

Deputado Walter Prado (PEN) - Foto: Aleac
Deputado Walter Prado (PEN) – Foto: Aleac

Os atos de violência contra brasileiros na Bolívia continuam repercutindo no meio político do Acre. O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Aleac, deputado Walter Prado (PEN) disse na manhã desta quinta-feira (14), que a truculência das autoridades bolivianas estaria sendo denunciadas desde 2006, mas as autoridades federais brasileiras fecham os olhos para situação de risco na fronteira brasileira.

“Evo Morales tem preconceito contra brasileiros, ele tortura, mata e queima. O Governo Federal fechou os olhos para situação de risco na fronteira brasileira. Estamos aceitando os atos desumanos deste presidente sem cobrar o cumprimento de tratados internacionais. Ele toma empresas do Brasil e ordena massacres e atos de terrorismo contra brasileiros que residem no país vizinho há mais de 30 anos”, diz Prado.

Segundo o parlamentar, a briga em que um brasileiro foi assassinado e cinco ficaram feridos, na quarta-feira (13), no presídio de Vila Busch, em Cobija, no Departamento de Pando mostra o preconceito que os bolivianos teriam com os brasileiros. “Esta briga não passou de uma armação para matar brasileiros. Nenhuma das vítimas era de cidadãos daquele país. Foi mais um ato de pura perversidade”, afirma Walter Prado.

Para o deputado, os brasileiros tratam com cortesia os bolivianos que cruzam a fronteira brasileira, mas não estariam recebendo o mesmo tratamento, apesar de contribuir com a economia boliviana. “Recebemos os bolivianos como verdadeiros irmãos, mas somos maltratados até mesmo quando vamos fazer compras nas cidades de fronteira. Precisamos mudar esta realidade”, desabafa Prado.

De acordo com Walter Prado, os brasileiros que cumprem pena na unidade prisional de Vila Busch são torturados diariamente. “Eles torturam e humilham os presos de outros países. Brasileiros são obrigados a comer vísceras de animais, se a família não pagar a alimentação e os subornos dos carcereiros. Vamos formar uma comissão para formalizar a denúncia contra a Bolívia, em órgãos internacionais”, enfatiza.

Com um relatório preparado com relatos de famílias que foram extorquidas, brasileiros que foram queimados em praça pública e a situação precária dos presídios do país vizinho, o deputado espera conseguir apoio de órgãos direitos humano para fazer as autoridades bolivianas cumprirem os tratados internacionais. “Chega de apenas assistir o terrorismo patrocinado por Evo Morales”, finaliza Prado.

Da redação, com ac24horas

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