Fim de coligações pode acirrar disputa pela Assembleia Legislativa do Acre

Fábio Pontes

A concorrência pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) em 2014 pode ser uma das mais acirradas dos últimos anos. Tudo porque os partidos terão que adotar novos métodos de disputa para assegurar o maior número possível de cadeiras com o fim das coligações proporcionais. Esta é uma das pautas da reforma política que a presidente Dilma Rousseff pretende colocar para avaliação popular por meio de plebiscito.

Sem a possibilidade de alianças, os partidos serão obrigados a aumentar a quantidade de votos. O atual sistema permite que as legendas se unam em coligações para disputar os parlamentos. O voto recebido por cada um é somado, e assim se obtém a votação da coligação partidária.

Esta votação é dividida pela quantidade de cadeiras disponíveis, o chamado coeficiente eleitoral. Desta forma, candidatos que não obtiveram votação expressiva podem ser “puxado” por conta da votação da coligação.

Com a proibição, partidos e candidatos vão ter que ampliar a votação. Se antes os concorrentes necessitavam de uma base de cinco mil votos para ter lugar assegurado na Aleac, esta quantidade pode superar os 10 mil votos.

De olho nisso, os partidos já estudam uma a formação de chapas para estadual competitiva. Quanto mais votos receberem as legendas, maiores as chances de eleger uma bancada forte.  Partidos grandes, como PT, PSDB, PMDB e PCdoB, estimam ter chapas com mais de 30 candidatos à Aleac.

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