Fracassa a distribuição de médicos para cidades do interior do Acre através do Provab

Um dos projetos mais esperados pela secretaria de estado de saúde (Sesacre) e que tem como principal objetivo fixar médicos em cidades mais isoladas do interior do Estado, o Provab, fracassou.  O edital dos candidatos classificados e validados para execução dessas atividades apresentou uma lista de onze médicos que optaram pelas cidades de Rio Branco, Plácido de Castro, Capixaba e Sena Madureira.

A Sesacre disse que cabia a cada gestor se cadastrar no programa junto ao Ministério da Saúde. Os técnicos não souberam informar por que as cidades mais necessitadas não foram contempladas, se por irregularidades ou em função da transição. Em entrevista ao ac24horas, a secretária Suely Melo disse que enviou o edital para as 22 prefeituras do Acre.

A Diretora Executiva da Associação dos Municípios do Acre, Telma Chaves, confirmou a mobilização feita em conjunto com a Sesacre. “Eu pessoalmente orientei todos os prefeitos a se cadastrar no programa. A secretária Suely enviou ofícios e cópias do edital, nós não sabemos por quais motivos os gestores deixaram de se cadastrar”, comentou Telma.

A reportagem apurou que seis municípios do Acre estavam classificados pelo critério de percentual da população em extrema pobreza e da população residente na área rural: Capixaba, Manoel Urbano, Porto Walter, Rodrigues Alves e Xapuri. Dessas cidades, apenas Capixaba foi contemplada com a contratação de um médico.

Rio Branco vai receber quatro novos médicos. A cidade de Plácido de Castro terá três e os municípios de Sena Madureira e Capixaba, um cada (ver lista abaixo). Os profissionais vão atuar nas equipes de saúde da família e outras estratégias de atenção básica.

Além do benefício de contar com profissional por 40 horas semanais, uma bolsa de R$ 8 mil paga pelo Ministério da Saúde (MS), os municípios também receberão o incentivo para a implantação e manutenção do Telessaúde, que permitirá às instituições de ensino superior vinculadas ao Provab dar suporte as atuação dos profissionais.

As prefeituras serão responsáveis pela contratação e remuneração dos profissionais, bem como pelo custeio de moradias quando houver necessidade.

A atuação dos médicos nas equipes de Atenção Básica será supervisionada por instituições de ensino superior. Os profissionais vão cumprir 32 horas de atividades práticas e oito horas de atividades teóricas, por semana. Por não terem contrato de dedicação exclusiva, poderão trabalhar em outros locais.

A região que contou com o maior número de municípios participantes foi a Nordeste (49%), onde 696 secretarias municipais de saúde receberão médicos do programa. Nesta região, foram alocados 2.494 médicos. Já a região Sudeste teve a segunda maior participação dos municípios, 357 (25%), para os quais serão enviados 1.018 profissionais. O Norte contará com 241 médicos do programa em 84 municípios. O Sul receberá 370 profissionais para atuar em 169 cidades e o Centro-Oeste, 269 em 101 municípios.

Fonte: ac24horas

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