Funcionária pública de Rondônia morre durante lipoaspiração na Bolívia

Segundo Lagaço, a família só foi avisada porque policiais bolivianos que estavam na fronteira com o Brasil impediram a saída do corpo do país.

Leonice Polidório Lagaço, de 40 anos, morreu na tarde de terça-feira (22) em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia/Foto: Cedida
Leonice Polidório Lagaço, de 40 anos, morreu na tarde de terça-feira (22) em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia/Foto: Cedida

A funcionária pública Leonice Polidório Lagaço, de 40 anos, morreu na tarde de terça-feira (22) em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, durante uma cirurgia de lipoaspiração. De acordo com o marido de Leonice, Ailton Lagaço, o laudo médico expedido pelo hospital boliviano constatou parada cardiorespiratória. O corpo chegou a Cacoal (RO), onde Leonice morava com a família, no fim da noite desta quarta (23).

Ao G1 Lagaço e a irmã dele, Rosana Alves, contaram que Leonice sempre demonstrou vontade em realizar a cirurgia, mas o marido não deixava. “Sempre tive medo disso, ela não precisava”, conta. Lagaço diz que a esposa mentiu sobre os motivos de ir até a Bolívia, no dia 17 de janeiro.

Sempre tive medo disso, ela não precisava”.

“Ela me falou que iria acompanhar uma amiga nesta cirurgia. Mas estou desconfiado de que é mentira [essa companhia], porque a minha esposa não me disse quem era e até agora essa amiga não apareceu”, afirma.

De acordo com Lagaço, Leonice viajou de Cacoal até o país de ônibus e só telefonou na segunda (21) avisando que ia ficar mais alguns dias na Bolívia para cuidar da amiga operada. “Aí na terça-feira um casal conhecido meu me procurou em casa no fim da tarde, dizendo que minha esposa tinha morrido lá. Eu saí no mesmo dia para buscar o corpo”, conta o marido.

Laudo do hospital boliviano constatou morte por parada respiratória (Foto: Paula Casagrande/G1)
Laudo do hospital boliviano constatou morte por parada respiratória (Foto: Paula Casagrande/G1)

Sem burocracia

Segundo Lagaço, a família só foi avisada porque policiais bolivianos que estavam na fronteira com o Brasil impediram a saída do corpo do país.

“Eu contratei uma empresa funerária de Cacoal e fomos até a cidade de Vila Bela da Santíssima Trindade (MT). O corpo estava lá em um carro de uma funerária boliviana. A polícia não interviu e trouxemos o corpo sem problemas. Desconfiei da facilidade em atravessar para o Brasil”, afirma o marido.

Morte será investigada

O laudo médico não informa nem mesmo o nome do hospital onde a lipoaspiração ocorreu. O documento aponta parada cardiorespiratória como causa da morte. “Contratamos um advogado para apurar a morte da minha esposa. Não vamos deixar do jeito que está, sem saber o que realmente aconteceu”, diz. De acordo com a família, Leonice não tinha problemas de saúde.

O casal tem dois filhos, um menino de 15 e uma menina de 6 anos. O corpo de Leonice Polidório Lagaço foi enterrado na manhã desta quinta-feira (24) em Cacoal.

Fonte: G1 Brasil

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