Governador garante a sindicatos que não vai abandonar trabalhadores

"Eu não quero saber de quem foi o erro no passado, na contratação destas pessoas. O que importa agora é que temos 11 mil famílias numa situação que precisa de total e irrestrito apoio”, disse Tião Viana (Foto: Gleilson Miranda/Secom)
“Eu não quero saber de quem foi o erro no passado, na contratação destas pessoas. O que importa agora é que temos 11 mil famílias numa situação que precisa de total e irrestrito apoio”, disse Tião Viana (Foto: Gleilson Miranda/Secom)

“Estamos juntos, no sol e na chuva. Eu não quero saber de quem foi o erro no passado, na contratação destas pessoas. O que importa agora é que temos 11 mil famílias numa situação que precisa de total e irrestrito apoio”. As palavras do governador Tião Viana reforçam o compromisso do governo do Estado com os 11 mil pais e mães de famílias que ingressaram no serviço público sem concurso e agora, por decisão da Justiça, podem perder os empregos.

Na manhã desta quarta-feira, 29, o governador Tião Viana, o procurador geral do Estado, Rodrigo Fernandes das Neves e o assessor do governo, Francisco Nepomuceno, se reuniram mais uma vez com os sindicatos que representam os trabalhadores para esclarecimentos. O compromisso do governo com estes servidores foi reafirmado.

“Desde o primeiro dia de governo este assunto é tratado com a mais absoluta responsabilidade e agora há um plantão permanente na procuradoria do Estado para atender sindicatos e trabalhadores. Agora é aguardar os dois votos que estão faltando no Supremo e torcer para que sejam favoráveis. Temos uma grande oportunidade de lutar de forma unificada e a caminhada ainda é longa. Estamos falando da vida de famílias”, disse o governador Tião Viana.

Para o sindicalista Frank Lima, do Sindicato dos Servidores da Saúde, a hora é de manter a união. “Estamos num momento em que a gente sabe da gravidade da situação, mas temos que nos manter unidos. Estamos agindo com muita cautela nas questões judiciais. Agora todo mundo está junto, o governo do Estado, Assembleia Legislativa, Procuradoria, mas a partir do momento que começar as ações judiciais o Estado vai ter que posicionar como Estado, a Procuradoria como Procuradoria e o Sindicato como Sindicato”.

Aloísio César, do Sindicato dos Servidores da Administração Indireta (Sindecaf), disse que é muito bom ver que o governador está determinado a construir uma situação acolhedora para os servidores. “Em termos jurídicos é muito difícil lidar com esta situação e uma palavra do governador significa um conforto. Estamos nos reunindo com os trabalhadores nos municípios para explicar o que está acontecendo, quais ações estão sendo feitas, e falando sobre o apoio do governador, da Procuradoria, do deputado Moisés Diniz. Não são 11 mil trabalhadores, na verdade são 11 mil famílias e acreditamos que o governo estará imbuído de encontrar a melhor alternativa”, ressaltou.

Luiz Anute, que defende os servidores da Saúde, pediu apoio do governador e do Partido dos Trabalhadores para aprovação do Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 54. “Para que a gente possa cobrar isso junto ao parlamento em Brasília”, acrescentou. A PEC dispõe do pessoal em exercício, que não tenha sido admitido por concurso público, estável ou não, passa a integrar quadro temporário em extinção à medida que vagarem os cargos ou empregos respectivos.

Para a presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Rosana Nascimento, o pronunciamento do governador é fundamental para tranquilizar os servidores. “As pessoas querem ver o governador se pronunciar, isso é importante pra estes servidores, para que eles se tranquilizem de que tem realmente um compromisso do governador do Estado. É muito importante a presença do governo no comitê, e precisamos buscar todos os caminhos necessários para garantir a manutenção do emprego. Os sindicatos compreenderam a situação e estão todos unidos para fazer essa disputa, o momento é de união, são 11 mil famílias, são vidas humanas”, comentou.

José Chaves, presidente da Central dos Trabalhadores do Brasil no Acre (CTB) disse que a questão é difícil, mas não é impossível. “Temos que ter paciência, tranquilizar o povo na base, aguardar as modulações, o ato da justiça só entra em vigor após ser publicado em Diário Oficial. Já perdemos uma batalha, mas tem outra e outras virão. Não tem outra pessoa no momento mais interessada em resolver a situação do que o governador Tião Viana, que ele continue defendendo, trabalhando essa causa na área política, que sei que vamos vencer essa luta” comentou.

O Sindicato dos Professores Licenciados do Acre (APL) está otimista com o desfecho da situação. “Estamos sendo acometidos deste problema direta ou indiretamente, mas estamos todos no mesmo barco. Estamos vendo mais uma vez esse povo aguerrido do Acre, desde os estudantes nas escolas, até o governador do Estado, todos estão preocupados com essa questão. O momento é de união e isso tem sido feito. Creio que vamos mais uma vez conseguir sair dessa. Tenho fé nisso”, disse Alcilene Gurgel, presidente do Sindicato.

O Estado do Acre vai passar pelo maior caos que já houve na historia se esses 11 mil pais de família forem demitidos. O Estado tem 35 mil servidores. Imagine como será com 11 mil servidores a menos? Não tem como sustentar essa situação. A união dos sindicatos tem sido fundamental e tenho que agradecer, de coração, a postura do governador porque ele está ao lado dos trabalhadores”, disse João Sandí, do Sindicato dos Servidores da Educação, Sinteac.

Fonte: Agência Acre

Comentários