Governadores de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Acre reforça articulação política para garantir comércio

Morales é pressionado para que aumente a fiscalização para evitar o consumo de carne de porco clandestino nas áreas de fronteira com o Chile e com o Brasil

Haverá nova reunião entre os dois países para analisar os resultados em janeiro de 2018 (Foto: Freddy Zarco)
Da redação com Itaan Arruda da Agazeta.net

O governador Tião Viana intensifica as articulações políticas para viabilizar o comércio na região de fronteira. Tião participou de um encontro com o presidente da Bolívia, Evo Morales. Junto com ele, outros governadores com outras agendas comerciais, com destaque para o governador do Mato Grosso, Pedro Taques. Mas, havia representantes do Mato Grosso do Sul e também de Rondônia.

Na pauta acriana, a carne suína. O Governo do Acre quer, até dezembro do ano que vem deixar viabilizada (do ponto de vista comercial) o empreendimento Dom Porquito. Na reunião com o presidente Morales, ficou agendada uma visita técnica de integrantes do Ministério do Desenvolvimento Rural e Terras (o equivalente ao Ministério da Agricultura do Brasil) à unidade industrial Dom Porquito em Brasileia.

Na reunião com o presidente Morales, ficou agendada uma visita técnica de integrantes do Ministério do Desenvolvimento Rural e Terras, à unidade industrial Dom Porquito em Brasileia (Foto: Gleilson Miranda/Secom)

O objetivo final dessa missão boliviana é formalizar a liberação das exportações de suínos. “Foram criados três grupos de atuação voltados para setor energético; operações comerciais e infraestrutura”, escreveu o governador em uma rede social. Além disso, informou Viana, houve a liberação “de voos da empresa Amazonas, de La Paz a São Paulo”.

Um novo encontro, desta vez para avaliação do que foi decidido, foi agendado para o final de janeiro. Atualmente, a Dom Porquito não tem como garantir escala de produção. Nem para vender para Peru e nem para a Bolívia. Há problemas no abastecimento da cadeia produtiva. Mas, segundo alguns técnicos do governo, esse é um problema que se resolve quando o produtor de médio porte perceber a viabilidade do comércio de fronteira.

Segundo Paulo Santoyo, diretor da indústria acreana Dom Porquito, inicialmente será realizada a comercialização de matéria-prima (animais) para empresas bolivianas que beneficiam carne suína. Em média, 15 indústrias na Bolívia podem comprar o produto acreano.
O maior desafio do Governo do Acre é outro, pontuam os técnicos. A questão central é integrar o pequeno agricultor à cadeia de produção da carne suína. Atualmente, os investimentos iniciais, necessários para efetivar um empreendimento privado no setor, excluem o pequeno produtor que só entra no circuito se tiver apoio do Governo do Estado.

Bolívia quer beneficiar carne suína para abastecer regiões altas

A produção de carne de porco da Bolívia comparada a 2016. Ano passado, a Bolívia produziu algo em torno de 70 mil toneladas de carne de porco. Em 2017, caiu para 52 mil toneladas. Nos dois extremos do país, o governo boliviano sofre com o consumo clandestino de carne de porco.

O problema acontece tanto na fronteira com o Chile, quanto no lado brasileiro, via Acre. A carne de porco consumida nessas regiões bolivianas é beneficiada em grandes indústrias. O Governo da Bolívia quer importar as carcaças de porco para que a carne seja beneficiada na parte alta do país.

Além disso, Morales é pressionado para que aumente a fiscalização para evitar o consumo de carne de porco clandestino nas áreas de fronteira com o Chile e com o Brasil.

Agendas econômicas

O governador Tião participou ainda de outras agendas com foco na economia do estado Pela manhã em Brasília, ele esteve em audiência com a secretária do Tesouro Nacional (STN), Ana Paula Vitali.

Em seguida, a reunião foi com o presidente do banco Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi. Tião Viana tratou da parceria entre o governo do Estado com o banco para aprovação com rapidez do Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa), projeto para ampliar a concessão de crédito para obras de saneamento ambiental, transporte e logística e energia.

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