Governo do Acre deixa hospital na fronteira sem médico e grávidas são transferidas para a Capital

Momento do embarque da grávida na ambulância 19, com porta 14 para a Capital.
Alexandre Lima

O descaso por parte do governo de Sebastião Viana (PT), parece que não tem limites quando se fala em saúde pública. Mesmo com várias denuncias, multas, manifestações, audiências públicas e muitas reclamações, quase nada se faz para amenizar os problemas no hospital Raimundo Chaar em Brasiléia.

A mesquinhes do governo vai de encontro aos milionários investimentos em construção e reformas de museus, enquanto estradas, ambulâncias, hospitais e segurança são deixados de lado, e a população ficando à mingua.

Na noite desta quinta-feira, dia 18, uma mulher de 25 anos, já em trabalho de parto, teve que ser transferida para a Capital do Acre, junto com sua mãe, para que pudesse ter uma assistência mais adequada, porque seu filho poderá nascer a qualquer momento.

A mãe e o bebê estão bem, sendo constatado apenas uma inflamação urinária causada pela gestação. O problema, seria a falta de um médico no hospital para que pudesse acompanhar a gestante, caso fosse necessário a realização de uma cesariana.

Segundo foi levantado, o único médico disponível na fronteira, trabalha 15 dias cumprindo sua carga de 40 horas. A partir daí o hospital fica sem um médico especialista na área no restante do mês, sendo obrigado transferir as grávidas para a capital.

A grávida foi levada para Rio Branco na noite desta quinta-feira numa ambulância sem ar-condicionado, com vazamento de diesel e a porta batendo, esperando ter um bom parto.

Ambulância 19 com porta 14 e sem ar-condicionado foi disponibilizada pra levar grávida à capital.

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