Homem com distúrbio mental põe fogo em casa de irmã na madrugada

As chamas consumiram a residência rapidamente e não deram chance de salvar sequer documentos - Fotos: Alexandre Lima e cedidas
As chamas consumiram a residência rapidamente e não deram chance de salvar sequer documentos – Fotos: Alexandre Lima e cedidas

Alexandre Lima

Era por volta das 1:30 da madrugada desta quinta-feira (8), quando populares perceberam que algo estaria errado numa casa localizada no centro de Brasiléia, ao lado da Praça Ugo Poli, quando viram um principio de fogo na área da frente e muita fumaça.

Foi quando perceberam que a casa estava sendo tomada por um incêndio e alertaram os moradores que estava no interior dormindo. Dentro, estava três adultos, uma criança de seis anos e uma cachorra amarrada na parte de baixo onde existia uma construção.

Ao serem acordados, os moradores da casa trataram de tentar salvar suas vidas, pulando o muro pela parte da trás da casa, já que as chamas rapidamente se alastravam pela parte da frente impedindo qualquer um passar.

Segundo uma sobrevivente, filha da proprietária, não soube explicar como pulou o muro com a criança no colo e ainda tentou salvar alguns pertences de dentro da casa. A dona, Heró Pantoja, foi acolhida pelos parentes e vizinhos que tentaram ajudar de alguma forma.

Mesmo com a chegada dos Bombeiros, quase nada puderam fazer para controlar as chamas que consumiram tudo que havia dentro. Os moradores saíram apenas com as roupas do corpo e sequer um documento conseguiram salvar devido a rapidez do fogo.

A causa do fogo, foi identificada. O irmão da proprietária identificado apenas como “Mazinho” Pantoja, de aproximadamente 40 anos, que sofre com distúrbios mentais teria conseguido um pouco de gasolina, um isqueiro e ateou fogo na casa na madrugada enquanto todos dormiam. O mesmo já foi visto por diversas vezes andando sem roupas.

Sua irmã teria mudado do município de Feijó para cuidar dele a cerca de 12 anos e comprou a casa a poucos meses, onde construiu um quarto para ‘Mazinho’. “Ele nunca chegou agredir um parente, mas bastava descuidar um momento para que quebrasse algo dentro da casa. Nós já tentamos conseguir ajuda através da Justiça que ele fosse encaminhado ao Asmac (hospital especializado em Rio Branco), mas nos foi negado”, disse um parente.

O acusado foi localizado por policiais militares na casa de outro parente a cerca de 500 metros onde foi levado para o hospital e em seguida, para a delegacia onde ficou em observação, para que durante o dia, encontrassem uma solução para o caso.

Durante o incêndio, a casa vizinha que também é de madeira, por pouco não foi alcançada pelas chamas. Milagrosamente, após apagarem todo o fogo, os bombeiros localizaram a cadela assustada com vida debaixo da casa e foi entregue a dona.

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