MDS cancela 710 mil do Bolsa-Família

Sáb, 06 de Fevereiro de 2010 20:32 A Tribuna
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O governo federal divulgará nesta segunda-feira, dia 8, o cancelamento de 710 mil benefícios do Bolsa-Família em todo o país, representando 5,7% dos 12,4 milhões das famílias atendidas. No Acre, foram retirados 38 benefícios. Outros 267 foram suspensos por 60 dias e mais 500 estão bloqueados em janeiro.

Esse é o maior cancelamento desde a criação do Bolsa-Família em 2004 e atende ao decreto presidencial de 2007, segundo o qual todo beneficiário é obrigado a atualizar seus dados cadastrais em, no máximo, dois anos de adesão ao programa.

Quando é detectada pelo MDS a baixa frequência de menores de 15 anos na escola, as famílias recebem uma advertência e, se não houver alteração nos números, o beneficio é bloqueado.  Caso a situação não se altere e a família não consiga atingir o mínimo exigido pelo governo federal, o repasse é suspenso por 60 dias, pela primeira vez.

Se houver cinco descumprimentos consecutivos, o benefício é definitivamente cancelado.  As sanções para beneficiários que frequentaram menos de 85% das aulas, no caso de alunos de até 15 anos, e de 75% para adolescentes de 16 e 17 anos, são gradativas.
Para adolescentes de 16 e 17 anos, bastam três descumprimentos para que benefício seja cancelado.  Os valores do Programa Bolsa-Família variam entre R 22 e R$ 200.  O objetivo das advertências é permitir que gestão municipal do programa verifique o motivo que está levando estudantes a não respeitar os percentuais mínimos exigidos de frequência escolar.

As famílias que tiverem o benefício suspenso poderão se recadastrar, desde que estejam enquadradas no critério do programa: renda individual mensal de até R$ 140. Em novembro, o governo suspendeu o pagamento de 975,6 mil benefícios por falta de atualização cadastral. De lá até dezembro, 265,6 mil famílias atualizaram seu cadastro nas prefeituras e tiveram o cartão desbloqueado.

A atualização cadastral foi iniciada em março do ano passado. O Ministério do Desenvolvimento Social enviou às prefeituras a lista de beneficiários com defasagem cadastral superior a dois anos para que as famílias fossem procuradas.

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