Francisco Nepomuceno, o Carioca
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O
articulador político da Frente Popular do Acre (FPA), Francisco
Nepomuceno, o Carioca, disse na manhã desta segunda-feira, 08,
na sede do Partido dos Trabalhadores do Acre, que o PT vai defender o
nome do deputado estadual Edvaldo Magalhães (PC do B) para
ocupar a segunda vaga da agremiação na disputa pelo
Senado da República.
O anúncio foi feito
após uma coletiva com a imprensa aonde o deputado federal
Fernando Melo (PT) abriu mão de disputar a cadeira do Senado e,
portanto, confirmou sua candidatura à reeleição de
deputado federal.
O encontro contou com a presença do
ex-governador Jorge Viana (PT) e do pré-candidato ao Governo
pela FPA, senador Tião Viana (PT), além de dirigentes e
militantes do PT.
Também esteve presente no evento, o
governador Binho Marques, que fez questão de reafirmar seu apoio
à pré-candidatura de Tião Viana ao Governo.
“Após
uma série de reuniões, eu coloquei minha opinião
de que a vaga para o Senado deve ser disputada levando em conta o
nível de credibilidade e competitividade de seus candidatos.
Nesse caso, o Fernando se enquadraria muito bem principalmente por sua
lealdade ao PT e a Frente Popular. No entanto, ele mesmo
anunciará sua decisão de rever seu posicionamento e
fortalecer a nossa disputa para Câmara Federal. Com a
saída do Nilson Mourão e do Henrique Afonso, temos o
compromisso de reforçar esse quadro”, disse Binho.
E
o anúncio veio na seqüência: “Cheguei a
conclusão de que a intuição não pode se
sobrepor à razão, e estou aqui para renunciar a
intenção de disputar a segunda vaga para o Senado pela
Frente Popular”, enfatizou Melo.
Deputado Edvaldo Magalhães, do P C do B
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Carioca justifica preferência do PT por Edvaldo Magalhães
Ainda
sobre a segunda vaga na disputa pelo Senado na FPA, Carioca disse que
Edvaldo Magalhães traz com ele vários méritos que
justificam a preferência do PT pelo presidente da
Assembléia Legislativa do Estado (Aleac).
“Em
primeiro lugar, o Edvaldo tem o DNA da Frente Popular, levando em conta
a profunda e extensa ligação do PT e PC do B desde a luta
dos movimentos sociais, sindicais, passando pela eleição
do Jorge Viana em 1990 e outros grandes embates que tivemos ao longo de
20 anos de FPA.
O segundo é mais de cunho pessoal pelo
fato do Edvaldo ter sido sempre um dos principais articuladores pela
unidade da agremiação e um dos defensores mais ferrenhos
do nosso projeto em seus períodos mais complicados como a
época em que enfrentamos o crime organizado e uma
oposição mais fortalecida. Então, ele se
expôs na justa medida que o faz merecedor desse
reconhecimento”, disse Carioca.
Indagado sobre a densidade
eleitoral de Magalhães para disputar a segunda vaga do Senado,
Carioca afirmou que eleger Edvaldo é uma responsabilidade
não apenas do PC do B, mas coletiva da FPA. “Da mesma
forma que nos unimos para eleger o Geraldinho e o Binho, estaremos
empenhados em levar o Edvaldo ao Senado da República”,
garantiu.
Deputado federal Henrique Afonso
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Henrique Afonso: uma situação delicada
Levando
em consideração a possibilidade do deputado federal
Henrique Afonso disputar de fato a segunda vaga do Senado dentro ou
fora a FPA, Nepomuceno admite que essa será sem dúvida
uma situação delicada.
“Todos os partidos da
Frente têm o direito de indicar candidatos para o Senado, mas eu
garanto que a FPA não sairá de forma alguma com
três nomes para disputar o Senado. Temos o nome do Jorge, que
é certo, e o segundo apoiado pelo PT é o Edvaldo
Magalhães”, afirmou.
Embora afirme que é
importante que o PV mantenha sua caminhada ao lado da FPA, Carioca
revela que ainda não houve reunião oficial do PV para
formalizar a pré-candidatura de Henrique ao Senado e que
é importante lembrar que a presidenciável Marina Silva
afirmou várias vezes que manterá seu apoio ao projeto da
FPA mesmo disputando a vaga de Lula com a petista Dilma Roussef.
“Se
o Henrique tiver de fato sua candidatura ao Senado lançada fora
da FPA, essa será sem dúvida uma ruptura com o nosso
projeto. Mas, essa é uma decisão unilateral do PV.
Nós, portanto, estaremos nos apegando às
eleições de 2002 e ao histórico de luta e unidade
da FPA para vencermos as eleições deste ano”,
finalizou.
"A oposição é um saco de gatos", diz Jorge Viana em coletiva
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