Lei criada por Sebastião Viana prejudica taxistas lotação do Alto Acre

Taxistas na Assembleia Legislativa em reunião com deputados para pedir ajuda - Foto: Aleac
Taxistas na Assembleia Legislativa em reunião com deputados para pedir ajuda – Foto: Aleac

Os taxistas lotação que fazem o transporte intermunicipal de passageiros no Alto Acre dizem que foram prejudicados por uma lei criada pelo governo do Acre, aprovada na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac).

Eles procuraram o presidente da Comissão de Transporte da Aleac, deputado Eber Machado (PSDC), para pedir alterações na lei. Os taxistas dizem que o governo vai prejudicar mais de mil famílias se o projeto não for alterado.

A lei aprovada na Aleac autoriza que os taxistas lotação apenas tragam passageiros até Rio Branco e voltem com os mesmos, proibindo que os profissionais façam nova lotação na capital.

A lei estipula uma multa de 300 UFIR para quem desobedecer a lei e prevê ainda a apreensão do veículo. Os taxistas lotação dizem que levaram uma rasteira do Poder Legislativo, que não os teria convidado para debater a lei.

“O governo cria as leis, mas não consulta os interessados. Fomos excluídos do debate. Eles nos consideram inimigos, quando queremos trabalhar como parceiros. Queremos apenas o direito de trabalhar”, diz Manoel Souza.

Segundo os taxistas, a lei que deverá começar a ser cumprida a partir de dezembro, prejudicará mais de mil famílias. “Poderíamos fechar a BR, mas queremos que tudo seja feito de forma legal”, destaca Manoel Souza.

O presidente da categoria ironiza e diz que o governador deve ter assinado sem ler o projeto, já que é extenso e cansativo. “Ele não iria ler uma lei com mais de 100 artigos, que tem como único objetivo prejudicar”, enfatiza Tenizio Machado.

Eber Machado se comprometeu em enviar uma indicação ao governo do Acre, pedindo a alteração dos parágrafos da lei que prejudicam os taxistas lotação. Machado criticou a falta de debates das leia aprovadas na Aleac.

Da redação, com ac24horas

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