“Lentidão nas obras da ponte do Rio Madeira preocupa”, diz Aníbal Diniz

JOSÉ PINHEIRO

Anibal 0505O senador Aníbal Diniz (PT/AC) afirmou, em entrevista A GAZETA, que a demora na execução das obras da ponte sobre o Rio Madeira é preocupante. Ele frisou não entender o porquê da demora, pois a presidenta Dilma Rousseff já determinou o andamento do projeto. Além desse assunto, o parlamentar comentou sobre a licitação do Linhão até Cruzeiro do Sul.

“Essa questão da ponte do Madeira é preocupante, porque o Ministério dos Transportes já assumiu o compromisso e a presidenta Dilma já determinou a sua execução”, e acrescentou: “fomos informados que todas as licitações estavam em curso, entretanto, não vimos ainda o contrato para a execução da obra”, argumentou o senador.

Outra preocupação do parlamentar é que as obras não sejam concluídas até 2014 como está previsto no cronograma. Para ele, é necessário o empenho da bancada do Acre e Rondônia para tentar agilizar o processo. “O Ministério dos Transportes se comprometeu a iniciar as obras no verão de 2013 e já estamos no verão e não vemos a publicação do contrato. Corremos o risco de chegarmos em 2014 e não termos concluídos esta obra”.

Ainda sobre os assuntos elencados pelo senador acreano, a ampliação do Linhão até Cruzeiro é outro problema que deve ser analisado por ele nos próximos dias junto ao Ministério das Minas e Energia. Segundo Diniz, o projeto era para estar incluído na licitação deste mês. Porém, não ocorreu. A expectativa é que seja incluído na licitação de junho.

“A questão do Linhão está em fase de licitação. Era para ter sido incluída na licitação de maio, mas não tivemos sucesso. Vou ao Ministério das Minas e Energia ver essa questão e incluir na licitação de junho. Com este Linhão em pleno funcionamento, poderemos comercializar a energia gerada nas jazidas de petróleo, quando da sua exploração no Vale do Juruá”, frisou.

Quanto à retomada das obras da BR-364, o senador demonstrou otimismo, mas ressaltou a necessidade de mais empenho da bancada acreana para a questão. Segundo ele, o que se discute são os interesses do Acre e não fatos partidários de A ou B. “Precisamos da união de todos. Fazer estrada no Acre não é fácil. Enquanto em outras regiões do país se leva 5 anos para fazer a manutenção, no Acre a manutenção deve ser permanente, dadas as condições do nosso solo, que é um solo em formação”, finalizou Aníbal Diniz.

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