Na linha da miséria, quase 74 mil famílias dependem do Bolsa Família no Acre

Criado em 2003 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva por meio das ações do programa Fome Zero, o Bolsa Família é hoje o maior programa de inclusão social praticado no Brasil. Em dez anos, o programa de assistência social e transferência de renda, atende em todo o país mais de 13,8 milhões de famílias.

No Acre, o programa atingi atualmente 73.961 famílias, com R$ 129 milhões já repassados ao Estado de janeiro a setembro.

Para ter acesso ao benefício, é necessário que a família esteja em situação de extrema pobreza, com renda per capita de até R$ 70, independentemente da composição familiar. Com renda de R$ 70,01 a R$ 140, a família precisa ter crianças de 0 a 17 anos, ou gestante ou mãe em fase de amamentação, para ser beneficiada. Cada família pode então receber mensalmente de R$ 70 a R$ 306, dependendo das chamadas “variáveis” e a quantidade de pessoas que compõem a família.

Em Rio Branco, cerca de 19% dos chefes de família beneficiários do Bolsa Família são analfabetos e a grande maioria não terminou os estudos.

Com o repasse do Bolsa Família, cerca de R$ 14 milhões circulam mensalmente em todo o Acre. Só em Rio Branco, são R$ 4 milhões – um dinheiro importante na economia até mesmo das regiões mais pobres do país, principalmente no Norte e Nordeste. Um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), em 2008, revelou que alimentação, material escolar e vestuário são os itens em que as famílias mais gastam o benefício mensal. No geral, 87% das famílias apontaram a alimentação como principal gasto – na Região Nordeste esse percentual chegou a 91%, e no Sul, 73%. O material escolar aparece em segundo lugar, com 46%, e o vestuário, com 37%.

Dados mais recentes divulgados pelo governo federal têm confirmado essa tendência. No Norte e Nordeste, por exemplo, o impacto do programa é 31,4% maior que no restante do país. E para aqueles que acham que o Bolsa Família incentiva mulheres a terem mais filhos, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicou análise feita com base nos censos populacionais de 2000 e 2010 que aponta que o grupo de mulheres mais pobres apresentou recuo de 30% no número médio de filhos, enquanto a média nacional foi de 20,17%.

As informações são da Agência do Governo

Fonte: acre260graus

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