Não entramos em ‘embates’ políticos”, diz superintendente da PF

Mesmo evitando alongar a conversa sobre a Operação G-7, Marcelo Resende disse ao parlamentar tucano que já atuou em casos mais complicados e polêmicos.

Da Redação da Agência ContilNet

Os representantes da Polícia Federal no Acre não vão responder aos ataques direcionados à instituição por políticos e militantes do Partido dos Trabalhadores, após a prisão de 15 empresários e assessores do governo estadual.

“A Polícia Federal é uma instituição técnica. Não entramos em embates políticos”, disse o superintendente da instituição no Acre, Marcelo Resende, 42 anos, durante uma reunião com o primeiro-secretário da Câmara Federal, Marcio Bittar, e o deputado estadual Wherles Rocha, ambos do PSDB.

Deputado Marcio Bittar, deputado Major Rocha e Edson Siqueira, durante encontro com delegados da Polícia Federal/Fotos: Agência ContilNet
Deputado Marcio Bittar, deputado Major Rocha e Edson Siqueira, durante encontro com delegados da Polícia Federal/Fotos: Agência ContilNet

Marcio conversou na tarde de segunda-feira (27) com Marcelo Resende e com os delegados Alexandre Silveira e Maurício Moscardi. Bittar disse que está preocupado com os ataques que a Polícia Federal e outras instituições vêm sofrendo.

“O que me espanta e sempre me espantou, no PT, é que para eles o estado democrático de direito é uma bobagem. Fiquei mais espantado ainda quando o senador Jorge Viana falou sobre o salário dos juízes. É preocupante. Talvez o Acre saia maior dessa crise, e até o PT, se aprender a ter menos arrogância, e se tiver um pouco mais de humildade para respeitar as instituições. Eles devem parar de achar que o governo é deles, que o estado pertence a eles”, disse Bittar.

Mesmo evitando alongar a conversa sobre a Operação G-7, Marcelo Resende disse ao parlamentar tucano que já atuou em casos mais complicados e polêmicos.

“Nossa atuação é puramente técnica. A instituição não investiga, não acompanha pessoas, nós nos debruçamos sobre fatos. Fatos que da ótica da investigação criminal tenham relevância. Então, nós, como instituição do estado investigador, nos manifestamos a partir daquele enfoque técnico que temos e apresentamos à Justiça, ao Ministério Público. O que  ocorreu nesta operação é o que ocorre em qualquer outro inquérito no qual a Polícia Federal atua. Sobre as especulações, não sinto nada inconveniente, nada que no meu ponto de vista, extrapole a legalidade. Já participei de operações mais complicadas e polêmicas”, garante.

Delegados da PF pediram apoio a aprovação da PEC 37, que deverá ser vota no mês de junho na Câmara Federal
Delegados da PF pediram apoio a aprovação da PEC 37, que deverá ser vota no mês de junho na Câmara Federal

PEC 37

Marcelo Resende, Alexandre Silveira e Maurício Morcardi pediram apoio ao deputado Marcio Bittar para aprovação da Proposta de Emenda Constitucional, conhecida como PEC 37, que limita o poder investigatório do Ministério Público, apresentada pelo deputado Lourival Mendes (PTdoB-MA).

O parlamentar propõe a inclusão de um parágrafo ao artigo 144 da Constituição Federal, que determina que as investigações criminais sejam competência exclusiva das polícias Federal e Civil.

Bittar se colocou à disposição para ouvir os argumentos sobre uma possível aprovação da PEC, e orientou os delegados a fazerem contato com o senador Sérgio Petecão (PDS), para que ele, como coordenador da bancada, possa reunir todos os parlamentares acreanos em Brasília afim de discutir o assunto.

 

 

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