“Nosso governo está precisando de diplomatas não de talibãs”, diz Moisés Diniz ao se referir ao secretário de comunicação de Sebastião

moisesDa redação, com Ray Melo

“Saiu do tom as declarações do secretário de comunicação do governo do Acre”, disse Moisés Diniz (PCdoB) ao se reportar sobre as acusações do gestor numa suposta sabotagem no caso dos tapurus nas marmitas servidas no setor de nefrologia na sexta-feira (15), no Hospital das Clínicas do Acre.

Segundo o comunista, as colocações do secretário de comunicação atenta contra a liberdade de expressão. “O nosso governo está bem, anunciou uma coletiva e pode ter certeza que se houver culpado será descoberto, mas o que a imprensa tem a ver com isso?”, questiona Moisés Diniz.

O parlamentar complementa afirmando que o governo precisa de diplomatas.  “Nosso governo está precisando de diplomatas não de talibãs, nosso governo precisa de diplomatas para dialogar com a população. O nosso governo é muito operativo, de muito empenho”, destaca.

O comunista afirma que foi criado um cabo de guerra entre imprensa e governo. “Se houve um problema isolado, se não fosse algo vinculado a comida, eu diria parafraseando Drummond: no meio do caminho tem um tapuru, tem um tapuru no meio do caminho. Criaram uma guerra desnecessária”.

Moisés Diniz não acreditar que os funcionários da cozinha do HC teriam qualquer envolvimento no caso dos tapurus. “Quem faz a comida jamais entregaria uma comida com tapurus”. O deputado disse ainda, que malandragens são mais suscetíveis nos poderes do que na imprensa e no meio social.

“Quem faz malandragem é a política, a elite, parte do judiciário, parte do executivo e parte do legislativo. “Pode ter ocorrido um erro, e o papel do governo é descobrir o erro e mostrar a solução. Quero fazer um pronunciamento em favor da liberdade de imprensa, que tem que ser combatida com argumentos. Viva a liberdade de expressão”, finaliza Moisés Diniz.

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