Onze mil demissões: bancada federal decide procurar ministros do STF

Márcio Bittar (PSDB), 1° Secretário da Mesa Diretora da Câmara, afirmou que conhece a gravidade da situação e reafirmou o compromisso de juntar forças.

Gina Menezes, da Agência ContilNet

Como resultado da reunião realizada na manhã de sexta-feira (24) na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), onde foi discutida a ameaça de demissão de 11 mil servidores acreanos, os parlamentares, juntamente com a comissão sindical, decidiram buscar em Brasília a saída para o caso.

Durante a reunião entre os parlamentares federais e estaduais, ficou decidido que uma comissão formada por parlamentares e líderes sindicais visitará o presidente da Câmara de Deputados, Eduardo Alves (PMDB-RN), e posteriormente buscarão uma audiência com os dois ministros que ainda não votaram a ação: Marco Aurélio e Carmem Lúcia.

Parlamentares federais acreanos na Assembleia Legislativa do Acre/Foto: Agência ContilNet
Parlamentares federais acreanos na Assembleia Legislativa do Acre/Foto: Agência ContilNet

O presidente em exercício da Aleac, Moisés Diniz (PCdoB), um dos idealizadores do ‘comitê dos 11 mil’, formado para defender a causa dos funcionários ameaçados de demissão, diz que não é hora de disputas partidárias, mas sim de unir forças para defender os funcionários acreanos.

“Não é hora de ajuste de contas, é hora de juntar ajuda para os 11 mil servidores. Essa não é hora de discutir ideologias partidárias”, afirmou Moisés Diniz.

Márcio Bittar (PSDB), 1° Secretário da Mesa Diretora da Câmara, afirmou que conhece a gravidade da situação e reafirmou o compromisso de juntar forças para ajudar os funcionários que correm o risco de ficar sem emprego.

”O assunto é muito grave e não dá para olhar para trás e culpar os governos passados, porque isso não vai resolver. O que pode servir é estarmos juntos, sem partidarização”, diz.

Bittar afirmou que o ideal seria que o próprio governador do Estado, Tião Viana (PT), tivesse estado na reunião, mas garantiu que isso não irá interferir no resultado.

“O ideal seria se o governador aqui estivesse, ou ao menos o seu vice. A nós, da bancada, cabe estarmos ao lado da causa de forma independente e incondicional. Que possamos estar junto com o executivo, pois esse não é o problema de uma ala política. Esse é um problema de todos”, expressou.

O deputado federal Gladson Cameli (PP) fez questão de ressaltar que a situação é realmente delicada e que é preciso não criar falsas esperanças nos servidores.

O parlamentar progressista garantiu que o apoio que ele dará aos servidores não se limitará a discursos e que começará em Brasília, na busca de solução para o assunto. “Podem contar inteiramente comigo”, afirmou.

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