Operação G7 da PF pauta debates da sessão ordinária da Aleac em Assis Brasil

Ray Melo, de Assis Brasil
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A sessão ordinária da Aleac realizada na manhã desta quarta-feira (15), em Assis Brasil foi pouco prestigiada pela população do município. O assunto que pautou os debates dos deputados estaduais novamente foi a Operação G7 da Polícia Federal, que investiga secretários de Estado e donos de empreiteiras que teriam formado um cartel para fraudar licitações de obras públicas.

“A PF deu certeza que a Justiça não existe apenas para ladrão de galinha. O governador do Acre não afastou os acusados, esquecendo que a presidente Dilma Rousseff teve seis ministros envolvidos com indícios de corrupção e os demitiu. Aqueles que roubaram nosso dinheiro estão tendo cardápio especial no presídio”, diz Major Rocha (PSDB).

Segundo o oposicionista, o Governo do Acre exerce o controle da imprensa com mãos de ferro, engessando os órgãos de comunicação do Estado, para não divulgar os nomes acusados que foram presos pela PF. “Nem sequer os nomes dos que foram presos saiu nos jornais controlados pelo governo. Eles estão tendo série de regalias que não são permitidas no estado de direito. Preso tem que ser tratado com igualdade”, destaca Rocha.

“A PF devolveu ao povo acreano o sentimento de que Justiça não foi feita só para os pequenos”, finalizou Major Rocha.

Resposta do líder do governo

O líder do governo, Astério Moreira (PEN) rebateu o discurso de Major Rocha destacando que os políticos estariam desacreditados por causa de posicionamentos equivocados, como o oposicionista estaria passando a população. “As pessoas acham que o político não prestam. Ouve-se os escândalos de corrupção do PMDB, PSDB e PT Brasil a fora. O político pode ser bom, entrou na política, já não presta. Não é verdade. Existem pessoas de bem na política”.

Para Moreira, por enquanto só há indícios de crime dos réus da Operação G7. “Não tem sentença final, mas eles já estão condenados pela opinião pública”, disse Astério Moreira ao fazer citações bíblicas para defendes os gestores do PT, que estão presos. “Aquele que não tem pecado atire a primeira pedra. Dizer que o governador está envolvido é crime de injuria. A oposição tem que fazer um trabalho limpo, aberto e sincero”, enfatiza.

Segundo o líder do governo é preciso acima de tudo dar o direito sagrado à defesa, da pessoa se defender. “Isso eu aprendi ainda pequeno, quando minha mãe tinha o hábito de perguntar o que aconteceu. Explique-se, se sua história não for verdadeira, você vai ser castigado. Este governo é diferente. Desde que foi implantado é sério e trabalha pelo povo.  A oposição não pode se omitir em reconhecer o que o governo está fazendo”, finaliza Astério Moreira.

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