Parlamentares acreanos debatem conflitos na Bolívia

A presidenta da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, deputada Perpétua Almeida (PCdoB/AC), e o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minoria, deputado Domingos Dutra (PT-MA), receberam na manhã desta quarta-feira, 20, em Brasília, deputados federais, estaduais e senadores do Acre para discutir com representante do Ministério das Relações Exteriores e OAB/ Acre o agravamento da situação dos brasileiros que residem na Bolívia, em especial dos 17 mil estudantes e dos 172 presos que cumprem penas em presídios bolivianos.

Na reunião, os parlamentares acreanos relataram que nos últimos anos têm sido recorrentes relatos e denúncias de xenofobia praticada por agentes do governo e pela polícia boliviana contra estudantes, proprietários de terras, comerciantes e presos brasileiros. As denúncias envolvem, ainda, desrespeito aos direitos humanos.

Perpétua Almeida sugeriu que o Itamaraty seja o mediador nos conflitos entre as cidades fronteiriças, mas que aplique a regra da reciprocidade. “A diplomacia brasileira não está avançando porque a situação na fronteira está se agravando a cada dia. O Brasil precisa endurecer”, sugeriu.

Na avaliação do presidente da Assembleia Legislativa do Acre, deputado Elson Santiago (PEN), o governo brasileiro precisa adotar ações concretas e urgentes para evitar que a situação na fronteira se agrave. Já o deputado estadual Moisés Diniz (PCdoB) destacou que “são vergonhosas as ações do governo boliviano para combater os conflitos. O Brasil precisa agir e controlar essa situação”.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Aleac, deputado Walter Prado (PEN), disse que recebeu denúncias de famílias que relatam que a alimentação é a forma oficial de tortura imposta pelos bolivianos aos presos brasileiros. “Tenho informações, depoimentos que eles mantêm um sistema de tortura de salgar a comida destinada aos brasileiros no sentido de destruir o organismo.”

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