Petrobras descarta aumento nos combustíveis a curto prazo

Do Valor

A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, disse nesta quinta-feira (11) que, mesmo depois dos dois reajustes da gasolina que somaram 14,9% nos últimos meses, ainda há uma “diferença” entre os preços do combustível no país em relação ao mercado internacional.

Mesmo assim, ela assegurou que “por ora” não haverá aumento dos preços, mas admitiu que isso pode ocorrer “no médio e no longo prazo”.

“Existe ainda alguma diferença, mas é política, de a Petrobras não repassar as oscilações diárias para o mercado interno”, disse a executiva, sem especificar de quanto seria a defasagem.

Segundo ela, as variáveis que determinam o “afastamento” entre os preços internos e externos incluem a cotação do petróleo tipo brent –de referência–, a disponibilidade do combustível, a distância do país de onde ele é importado e a precificação na origem.

O diretor de abastecimento da Petrobras, José Carlos Cosenza, lembrou que no primeiro trimestre a importação de derivados recuou de 10 mil a 15 mil barris por dia, em média, na comparação com o mesmo período do ano passado.

O volume adquirido fora do país ficou entre 240 mil e 245 mil barris por dia, sendo 190 mil de óleo diesel e o restante de gasolina.

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