Polícia Civil prende homem com carga de suplemento para animais sem registro no MA

Toda a carga, cerca de 2 mil quilos e o veículo foram levados para a delegacia.

Autoridades suspeitam de grupo que vem agindo no Acre e Amazonas e vem movimentando muito dinheiro.

Alexandre Lima

Foi preso durante uma operação na BR 317, Estrada do Pacífico, um homem identificado como Antonio Rodrigues da Cruz, acusado de atentar contra a saúde pública, por comercializar produtos para bovino, caprino, suíno, cães, gatos e outros sem o devido registro no Ministério da Agricultura.

Antonio foi detido e se encontra na delegacia de Brasileia.

Antonio estava numa pick-up com cerca de 2000 mil quilos quando foi abordado e retornava da cidade de Assis Brasil, localizada na fronteira do Acre com o Peru, de onde esteve comercializando o produto.

Pesa também contra o acusado, o uso de pelo menos duas empresas que estão inativas desde 2010, para realizar a venda dos produtos. Foi dito que cada saco era vendido por cerca de R$ 600 reais o que leva a crer que o muito dinheiro foi levantado na regional do Alto Acre.

O carro e o produto foram conduzidos à delegacia. Os suplementos que serviam para ser misturado na alimentação do gado, será passado por uma perícia para comprovar se realmente serve para sua finalidade, conforme diz nas embalagens.

As investigações podem levar a uma rede ilegal da venda desse produto no Estado do Acre e Amazonas, onde se acredita que os suplementos de nada servem para o consumo dos animais. O delegado que está à frente do caso, Karlesso Nespoli, pede as pessoas que possam ter comprado o produto, que procurem a delegacia. Antonio tinha consigo, um registro de venda muito grande no município de Assis Brasil.

Produto poderia ser usado para alimentar vários tipos de animais, mas não tem registro no Ministério da Agricultura.

Também faz um apelo para que não seja dado o produto aos animais, uma vez que nada comprova sua origem, podendo fazer mal ou até a morte. Como também, aos humanos que venham se alimentar após abate para o consumo.

O detido ficou à disposição do judiciário, onde decidiu o pagamento de fiança no valor de R$ 10 mil reais para que responda o caso em liberdade. Como não foi pago, ficará na delegacia de Brasiléia.

Veja vídeo reportagem com Almir Andrade.

Delegado Karlesso Naspoli, está a frente do caso.

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