Processo que denunciava fraude em licitação de membros do G7 ficou parado sete anos no TCE

Processo que ficou sete anos nas prateleiras do Tribunal de Contas poderia ter revelado no passado que empreiteiras do Acre estariam fraudando licitações.

Em 2006, foi assinado um contrato para drenagem e pavimentação da rua que interliga os bairros Xavier Maia e Santa Cruz. Mal começaram as obras, logo surgiram denúncias de preços superfaturados e material de péssima qualidade.

O TCE decidiu investigar, mas o processo ficou esquecido numa das prateleiras do órgão fiscalizador. Só em setembro do ano passado é que os técnicos do TCE foram até a estrada, e, como, já tinha se passado vários anos, foi impossível medir a qualidade dos insumos usados e verificar o preço cobrado. Resultado: o processo poderá ser arquivado amanhã (quinta-feira) durante a sessão.

O mais intrigante é que o contrato foi firmado entre o Deracre e a Empresa Engecal Construções LTDA, cujo proprietário é Vladimir Câmara Thomaz, e do lado do Deracre assinou o diretor, da época, Sérgio Nakamura. Os dois foram presos na operação G7, acusados de fraudar licitações e montar um cartel.

Adaílson Oliveira, da TV Gazeta

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