Professores podem entrar em greve em 2013

Professores da rede de ensino pública se reuniram em assembléia ontem, no Colégio Acreano, para discutir as reivindicações da categoria. Muitos pontos debatidos no encontro são antigos e que os professores continuam lutando para serem atendidos.

AlcileneAlcilene Gurgel, presidente do Sindicato dos Professores Licenciados do Acre (Sinplac), a pauta será debatida no próximo ano. “A assembléia foi para pontuar as reivindicações para 2013. Todos os anos tiramos a pauta de reivindicação e trabalhamos isso com a categoria. A pauta irá nortear as nossas negociações do próximo ano e é sempre colocado que pelo menos se não formos atendidos no básico, pode acontecer uma greve, mas ainda vamos negociar. Não somos irresponsáveis e não vamos comprometer o ano letivo dessa forma”.

Segundo a presidente do sindicato, três reivindicações são as principais e mais esperadas pela categoria. “Encaminhamos o ofício à Secretaria de Educação e vamos dar o prazo desse mês de recesso, para voltar as negociações em fevereiro. As nossas principais reivindicações são o reenquadramento, onde ao longo dos anos a gente vem batendo nessa tecla. Em 1999, quando foi feito o PCCR da educação fomos reenquadrados voltando letras na tabela. Hoje 80% dos professores quando se aposentarem não vão chegar a última letra e ter perdas. Que carreira é essa que você tem o tempo de serviço e  a idade que a lei pede e não chega na última letra? A outra questão são sobre os professores provisórios. Tem muita gente com contrato provisórios e que não tem os direitos trabalhistas garantidos, como férias, bônus. Além disso, a carga horária deles são maiores e eles ganham menos que um professor efetivado. Queremos equiparar os pisos. A questão do reajuste salarial de 15% também está entre as reivindicações. Todos os anos pedimos um percentual. Hoje o piso de um professor é cerca de R$ 1800,00”.

Uma possível greve pode acontecer se a categoria não for ouvida. “Em primeiro lugar iremos conversar. Caso não sejamos atendidos, iremos radicalizar. Vamos aguardar, precisamos das escolas e as escolas precisam da gente. Como está tudo parado, não adianta nada. Em fevereiro voltaremos com força e iremos mobilizar a categoria. Esperamos que eles comecem a estudar a proposta a partir de agora”, concluiu Alcilene.

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