Projeto da ponte sobre o rio Madeira deve sofrer atraso por causa do Dnit

Ponte sobre o rio Madeira

O projeto dos dois encabeçamentos de acesso à ponte no rio Madeira, em Abunã, região de Porto Velho, ainda está em análise pela Superintendência do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit), em Brasília, e pode complicar o cronograma da obra. A preocupação é do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Acre (Fieac), José Adriano Ribeiro, que cobrou a união de forças das bancadas de Rondônia e Acre.

“Não importa questões políticas. Temos um longo caminho a percorrer, que é essa adequação que precisa ser feita nas duas extremidades da ponte. Precisamos somar esforços com as instituições e empresários de Rondônia, por meio da FIERO, assim como dos nossos parlamentares, para ajudarmos a dar celeridade na aprovação desse projeto”, disse Ribeiro, que esteve no local da obra na última sexta-feira em visita com representante da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero).

“Sabemos que um processo desse de adequação de uma obra, mesmo que ela seja estratégica, é comum demorar face a toda tramitação burocrática no Dnit. Temos que ser proativos e pressionar, pois não podemos ficar esperando por aprovação de projetos, tendo em vista que uma obra dessa envergadura precisa ser planejada e dimensionada visando as características que precisamos para ela ficar 100%, resolvendo assim nossos problemas de logística”, disse o presidente.

Visita

Além do presidente, estiveram no local representantes do comércio a e da indústria. A comitiva reuniu um total de 97 pessoas e objetivo foi acompanhar in loco o andamento das intervenções, que estão previstas para serem concluídas no segundo semestre de 2018.

Ao chegar ao local, o grupo foi recebido pelo engenheiro civil Cleyder Razzini, do consórcio Arteleste Enescil, responsável pela obra. Ele fez uma apresentação detalhada sobre o trabalho que está sendo executado e afirmou que, até o momento, há cerca de 59% de avanço físico na estrutura de concreto da obra.

“A previsão é de que, até o fim deste ano, estejamos com 70% de avanço físico na ponte, o que inclui a parte mais crítica da obra, que são as fundações. A primeira ordem de serviço foi emitida em fevereiro de 2015. O preço inicial era de R$ 128 milhões, porém, com as readequações no projeto que foram necessárias, o valor chega hoje a R$ 148 milhões. A obra tem empenhado R$ 101 milhões, com saldo a empenhar de R$ 47 milhões, previstos para o próximo ano”, explicou Razzini.

Segundo o engenheiro, no que diz respeito à divisão da obra em trechos navegáveis (que é a parte dos arcos da fundação) e o trecho convencional, os avanços já são consideráveis. “A parte do trecho convencional para quem vem de Rondônia tem 290,72 metros e está finalizada, a laje está concluída, as barreiras prontas, grade de passeio instalada, só falta colocar o asfalto. Já o lado de quem vem do Acre, falta só um vão de 35 metros, o que deve ser finalizado em dezembro. E na parte navegável, no total de 516 metros, estamos trabalhando nas fundações, já levantando blocos, pretendemos neste mês levantar pilar e até dezembro finalizar todas essas estacas. Somando os dois lados, temos quase 570 metros de laje acabada de obra”, pontuou.

Presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Rondônia (Sinduscon-RO) e diretor da FIERO, Emerson Fidel Campos esteve presente na visita à obra e reforçou a importância de toda a sociedade cobrar para que não haja atraso no prazo de conclusão da ponte.

“Todos os setores aqui representados, além das autoridades políticas, precisam ter compromisso em cobrar das autoridades para que não falte recurso para conclusão total da obra. Essa ponte, em pleno funcionamento, viabiliza totalmente a ligação com os países andinos, representa redução de custos de alimentos – algo que prejudica muito a população do Acre – e nos proporciona uma abertura maior de ligação dos dois Estados, ajudando toda a região Norte a crescer e se desenvolver”, destacou Campos.

Para Leandro Domingos, presidente da Fecomércio/AC, a ponte do Madeira é essencial para o desenvolvimento regional. “Vai facilitar muito a logística de transportes de Acre e Rondônia, inclusive a importação e exportação de produtos pelo Pacífico. Precisamos estar unidos nesse propósito”, frisou.

Parte do grupo que fez a visita à Ponte do Madeira irá elaborar um relatório com dados detalhados sobre o que a obra. A visita técnica contou com a presença do secretário de Indústria do Acre, Sibá Machado, e foi apoiada por representantes da Acisa, CREA-AC, CREA-RO, Sedens, ANTT, Sinduscon, Sincepav, Sindmóveis, Sindigraf, Sindoac, Setacre, CRC-AC, IDHA, CRA-AC, STICEEA, Creci-AC, Sintraterra, Ageac, Ascontacre, Associação dos Engenheiros do Acre, assim como acadêmicos do curso de Arquitetura e Urbanismo da FAAO e Uninorte.

Com informações Diário da Amazônia

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