Recomendação do MPT deve acelerar a falência do futebol acreano

Uma nova recomendação anunciada esta semana pelo Ministério Público do Trabalho preocupa os dirigentes dos clubes de futebol brasileiro e deve levar à extinção as competições das categorias de base do futebol acreano.

A partir de agora, os clubes terão que seguir normas, que visam evitar a exploração de crianças e adolescentes mantidos em categorias de base dos times de futebol em todo o país.

No Acre, o Rio Branco Futbaal Clube foi o primeiro a receber a notificação e já anunciou, na noite desta quarta-feira, 24, que não terá categorias de base este ano.

As recomendações obrigam os clubes a pagar um valor igual ou superior a um salário mínimo como bolsa de formação esportiva; proíbe a intermediação de agentes nas negociações entre os jovens e os clubes; garante a gratuidade das “peneiras”; exige exames clínicos, frequência escolar, disponibilização de alojamentos com higiene, segurança e salubridade, além de uma equipe permanente de médicos para os jovens.

Para o futebol acreano, a medida anunciada representa a aceleração da falência desta modalidade esportiva no Estado. Se não bastasse a falta de organização (amadorismo), que descredencia a manutenção de convênios oficiais e de parcerias, que garantem a subsistência dos times, a falta de categorias de base barra a revelação de novos talentos para o futebol do Acre.

Como consequência, os representantes do futebol profissional, para não fecharem as portas, ficam obrigados a importar jogadores, onerando, de maneira insustentável a administração dos clubes locais.

Renata Moura, do Site Agazeta.net

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