Sindmed emite nota de repúdio contra a contratação de médicos cubanos

NOTA DE REPÚDIO

logo sindmedAs entidades médicas do Acre, Sindicato dos Médicos (Sindmed), Conselho Regional de Medicina (CRM) e Associação de Médica do Acre (Amac), vem a público repudiar o ato da presidente Dilma Rousseff que autoriza a partir de junho, através de decreto a contratação de médicos estrangeiros com verba do Ministério da Saúde.

O governo federal alega existir a falta de médicos, mas estudos demográficos demonstram que existem médicos suficientes, mostrando que existem ações obscuras por trás da medida tomada pela presidente. Na verdade, a deficiência do Sistema Único de Saúde (SUS) estaria diretamente ligada à falta de uma gestão mais eficiente e de recursos públicos.

As entidades médicas demonstram a incapacidade do governo em resolver os problemas ao jogar na mídia a contratação de médicos cubanos como se fosse a salvação. O governo tenta encobrir a deficiência da saúde para continuar com campanhas mirabolantes na tentativa de obter votos para mandatos seguintes, garantindo a manutenção do poder.

Os municípios brasileiros sofrem com a falta de unidades de saúde bem aparelhadas, de medicamentos e também pelo abandono do governo federal em repassar mais recursos para o melhoramento da saúde pública.

Por diversas vezes, as entidades médicas mostraram que o atendimento do SUS só poderá melhorar com mais investimentos e uma carreira de Estado para médicos, levando os aprovados em concurso público efetivo para trabalhar no interior, onde existe a maior parte da deficiência de assistência à população.

A contratação de seis mil cubanos resultará em uma série de ilegalidades e afronta a Constituição Federal, deixando de realizar concurso público e permitindo o exercício da medicina de profissionais que desconhecemos.

As entidades não são contra a imigração, mas, para o exercício profissional defendemos que as pessoas formadas em instituições estrangeiras passem pela Revalidação do Diplomas (REVALIDA), promovido pelo Ministério da Educação (MEC) com o aval do Ministério da Saúde (MS), aprovado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), Federação Nacional dos Médicos (FENAM) e Associação Médica Brasileira (AMB). O objetivo é garantir que o profissional possa ter o conhecimento técnico capaz para o exercício da medicina.

Com esse Decreto o governo federal fecha os olhos para as reivindicações das entidades médicas e demonstra desrespeito para com as leis do nosso país. Mobilizações serão feitas no sentido reverter essa decisão já tomada pelo governo federal.

 

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