Sindmed MPE e Sesacre tentam encontrar saídas para os problemas das unidades de saúde do Estado e municípios

Foto: Assessoria
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Os representantes do Sindicato dos Médicos do Acre (Sindmed) participaram na manhã desta terça-feira (12) de duas reuniões sendo que a primeira com a procuradora Gilcely Evangelista, titular da Coordenadoria da Saúde do Ministério Público estadual (MPE), e a segunda com a secretária de Estado de Saúde (Sesacre), Suely Melo. As audiências realizadas tiveram como objetivo tratar das irregularidades encontradas em seis unidades visitadas pelos sindicalistas.

No encontro com o MPE, a procuradora disse que expedirá ofícios aos promotores de Justiça de todos os municípios para que eles também verifiquem as estruturas e o atendimento nas unidades de saúde.

Na reunião em que também teve a participação da presidente do Conselho Regional de Medicina do Acre (CRM), Dilza Ambros Ribeiro, foi aprovada proposta para a realização de um seminário, em que terá a participação de médicos, gestores do Estado e dos municípios, além de procuradores e promotores do MPE e MPF, entidades representantes de pacientes e assessores nacionais que analisarão os problemas e as diversas propostas  para otimizar o funcionamento de todo o sistema de saúde no Acre.

Na audiência com a gestora da Sesacre, os sindicalistas lembraram que as reclamações divulgadas pela imprensa foram resultantes de realidades constatadas em visitas às unidades com o objetivo de encontrar as melhores soluções para que os serviços de saúde sejam prestados com qualidade.

O presidente do Sindmed, José Ribamar Costa destacou ainda que várias das demandas estão sendo reivindicadas desde 2011, quando foi deflagrada greve, e que acabou suspensa por acordo verbal com o governador Tião Viana, de que a negociação teria continuidade em 2012.

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Para avaliar as demandas e retomar o diálogo com a categoria, Suely Melo, agendou para o dia 26 uma nova reunião. Ribamar Costa, reiterou que os médicos reivindicam melhor estrutura para a realização dos atendimentos e a criação de uma carreira de Estado para os profissionais.

“Com uma carreira de Estado, os médicos iriam prestar concurso público efetivo, e, depois da aprovação, eles seriam lotados nos municípios do interior, atendendo a demanda das cidades pequenas que não possuem profissionais de saúde ou que possuem poucos contratados. Eles poderiam vir para a capital por meio de promoção com o passar dos anos”, defendeu o sindicalista.

A secretária de Saúde informou que o governo do Estado já conta com recursos suficientes para, nos próximos meses, realizar o concurso definitivo.

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