Tião Viana busca parceria com Instituto de Oncologia Octávio Frias

Tatiana Campos

O câncer é uma doença traiçoeira, que destrói as forças dos pacientes e dos familiares. Um tratamento eficiente, moderno e em condições adequadas é fundamental para obter bons resultados. Há cinco anos o Acre inaugurava a Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), que se tornou referência na Região Norte, e agora o governador Tião Viana busca junto ao Instituto de Oncologia Octávio Frias de Oliveira uma troca de experiências e intercâmbio profissional.

O governador Tião Viana foi recepcionado pelo oncologista Paulo Hoff e pela diretora executiva Marisa Madi Della Coletta (Foto: Secom)
O governador Tião Viana foi recepcionado pelo oncologista Paulo Hoff e pela diretora executiva Marisa Madi Della Coletta (Foto: Secom)

 

O instituto é dirigido por Paulo Hoff, um dos oncologistas mais renomados do Brasil, reconhecido mundialmente por seu trabalho. Ele aceitou o convite do governador Tião Viana, que também é professor do curso de Medicina da Universidade Federal do Acre (Ufac), para ministrar a aula inaugural do curso em abril.

“O Instituto de Oncologia Octávio Frias, dirigido pelo renomado oncologista, Profesor Paulo Hoff, é uma unidade de saúde padrão, que deve orgulhar o Brasil. Parabéns ao governo de São Paulo e ao Ministério da Saúde. Aqui há encontro efetivo da assistência com a ciência. Refletimos sobre cooperação com nossos serviços do Acre, onde vamos adotar o mesmo manual de padronização de medicamentos especializados”, disse o governador Tião Viana.

Recepcionado pelo oncologista Paulo Hoff e pela diretora executiva Marisa Madi Della Coletta, o governador Tião Viana estava acompanhado pelo secretário de Comunicação Leonildo Rosas e pelo publicitário Gilberto Braga.

O Instituto de Oncologia Octávio Frias é referência mundial no tratramento de câncer. O governador Tião Viana visitou as instalações do hospital, as tecnologias empregadas, conheceu os procedimentos adotados na infectologia, acolhimento e buscou parcerias. Tião Viana também formalizou o convite para que os médicos residentes do instituto possam reforçar o time do hospital do câncer em Rio Branco. O diretor do hospital se colocou à disposição do Estado do Acre para a troca de experiências e todas as parcerias que forem possíveis.

Unacon trouxe qualidade de vida para os pacientes de câncer no Acre

A Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia, conhecida por Unacon ou Hospital do Câncer, integra em Rio Branco a estrutura do Hospital das Clínicas, antiga Fundação Hospitalar. Instalado há cinco anos, veio para atender com mais dignidade e qualidade de vida os pacientes acreanos em tratamento de câncer, reduzindo pela metade a difícil realidade de enfrentar o tratamento em outro estado, longe da família.

O Unacon, como parte do Hospital das Clínicas, atua em parceria com as demais unidades, e está apto a receber e tratar crianças e adultos inclusive com intervenções cirúrgicas e tratamento de químio e radioterapia.

O projeto de criação e implantação do hospital do câncer foi concebido através da parceria entre o governo do Estado e o Ministério da Saúde. O Acre foi contemplado através do projeto Expande, e teve todo apoio do então senador Tião Viana. A cooperação entre Ministério da Saúde, Inca, Secretaria de Estado de Saúde do Acre e antiga Fundhacre para a construção da unidade e estruturação da rede de serviços foi firmada em 2002, com a consultoria do atual Ministro José Gomes Temporão. A Unidade custou R$ 5 milhões entre obras e equipamentos.

Sobre o Instituto Octávio Frias

É o maior centro de oncologia da América Latina, foi gerido pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e está localizado no complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. A unidade conta com 580 leitos, sendo 84 de terapia intensiva e 420 para internações, distribuídos em 23 pavimentos. A criação do hospital triplicou o número de leitos para o tratamento de câncer na cidade de São Paulo. A estimativa é de 1,5 mil internações mensais, 33 mil consultas, 1,3 mil cirurgias, seis mil tratamentos quimioterápicos e 420 radioterápicos. Foram investidos na construção e compra de equipamentos, cerca de R$ 270 milhões, sendo o custo anual estimado em R$190 milhões.

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