Tião Viana diz que é preciso “frear” entrada de imigrantes ilegais no Brasil

Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil

Wilson Dias/ABr ABr170413WDO 4910A Brasília - Governador do Acre, Tião Viana participa de audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara sobre situação de municipios do Acre em razão da imigração haitiana.
Brasília – Governador do Acre, Tião Viana participa de audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara sobre situação de municipios do Acre em razão da imigração haitiana. Wilson Dias/ABr

Brasília – O governador do Acre, Tião Viana, disse hoje (17) na Câmara dos Deputados que o governo brasileiro precisa encontrar uma forma de “frear” a entrada de imigrantes haitianos e da África em cidades acrianas. Depois de audiência pública na Comissão de Relações Exteriores na Câmara dos Deputados, Viana ponderou que o Brasil vai manter sua tradição “humanitária” e “gentil” nas relações exteriores, mas apelou para uma solução.

De acordo com o governador, já são mais de 5,5 mil imigrantes ilegais que entraram no país pelo Acre nos últimos meses e o estado não estava preparado para isso. “As regras constitucionais brasileiras não atribuem ao estado a obrigação de cuidar dessa questão”, frisou.

Tião Viana argumentou que o fato de o Brasil estar regularizando a situação dos estrangeiros que ingressaram no país de forma ilegal acaba servindo de estímulo para outros também seguirem o mesmo caminho.

“A primeira coisa que eles fazem ao chegar é pedir um telefone ou internet, como que vão avisar que por ali tem um caminho estável e que dá acolhida a sua chegada”, disse Viana.

“O Brasil tem a tradição de solidariedade humanitária, de ser gentil nas relações internacionais, vai seguir essa tradição, mas é preciso um freio. Um freio por que se não como vamos dar conta de um processo que não há expectativa do governo do estado e, muito menos, do governo brasileiro?”, ponderou.

O governador do Acre ressaltou a importância da força-tarefa montada pelo governo federal para dar suporte ao estado, mas voltou a destacar a necessidade de se encontrar uma solução para o impasse.

“Felizmente, tivemos uma força-tarefa, uma ação interministerial cuidando e controlando essa questão. Os vistos que estão sendo dados hoje são em número suficiente para o controle da situação, mas o que nos deixa vulnerável é a possibilidade da entrada em massa de mais pessoas nos próximos dias ou meses.”

O Itamaraty está negociando com os governos do Equador, do Peru e da Bolívia para tentar evitar a entrada em massa de imigrantes no Brasil.
“O Itamaraty está agindo com muita firmeza, com muito diálogo com o Equador, com o governo peruano tem avançado as negociações para o controle por parte desses países que são porta de entrada e o Ministério da Justiça também está agindo. Hoje, o ministro José Eduardo Cardozo [da Justiça] está na Bolívia para tratar desse tema”, disse Viana.

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