Trabalhadores da Eletrobras/AC param em protesto contra a ‘crise da inadimplência’

Os serviços na Eletrobras Distribuição Acre ficaram parados na manhã desta sexta-feira, dia 21, devido a um protesto dos trabalhadores contra a falta do que eles chamam de uma ‘postura mais rígida’ da distribuidora na hora de cobrar dívidas. Os trabalhadores se reuniram para exigir dos representantes locais de gestão da empresa alguma providência mais enérgica para cobrar os débitos atrasados do governo e de prefeituras do interior do Estado.

Segundo os trabalhadores da Eletrobras/AC, o protesto serviu para abrir os olhos da sociedade, neste período de virada de ano, para o sério momento que eles definem como de ‘crise’. Tal momento de instabilidade financeira impossibilita que a distribuidora faça investimentos para ter melhorias na prestação de seus serviços e faz crescer a ameaça de privatizações no seu quadro de funcionários. Com isso, os servidores afirmam que fica praticamente impossível para a empresa conseguir reconstruir a sua já tão ‘abalada’ imagem junto à sociedade acreana.

De acordo com números do Sindicato dos Urbanitários, o Estado tem uma dívida de R$ 10 milhões com a Eletrobras. A Prefeitura de Cruzeiro do Sul, juntamente com outras do interior, somam R$ 16 milhões. Tudo em contas atrasadas. O presidente do sindicato, Marcelo Jucá, ainda afirmou que a empresa também tem falhado na fiscalização dos contratos com as empresas terceirizadas. A que presta serviços de plantões de emergência, por exemplo, mantém apenas 2 veículos em operação durante os horários de almoço, quando o certo seria ter 6 atuantes, denunciou Jucá.

“O dinheiro que não é arrecadado destes consumidores maiores faz com que a empresa deixe de arrecadar e de investir na sua rede de distribuição. Isso prejudica a todos os consumidores, principalmente os pequenos, que pagam suas contas em dia e podem ter a energia cortada. O que preocupa os funcionários é saber até quando a Eletrobras vai sobreviver a esta situação?”, observou Marcelo Jucá.

Após os protestos, um representante da Eletrobras/AC foi intermediar uma solução junto com os trabalhadores. Ele garantiu que a empresa não aceita inadimplência. Por isso, todas as dívidas estão sendo cobradas na Justiça, mas ela tem sido lenta quanto à resolução do problema.

TIAGO MARTINELLO

(Com informações da Assessoria do Sindicato dos Urbanitários)

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