Por Gina Menezes

O mês de janeiro de 2018 ainda não terminou mas já é considerado um dos meses mais violentos da história do Acre. Em 28 dias, 41 pessoas foram assassinadas no estado. No levantamento realizado pela Folha do Acre, é possível observar que 75,6% dos crimes aconteceram na capital Rio Branco. No que se refere a armas usadas para a prática dos homicídios, em 78% dos casos foram usados revólveres ou pistolas.

Um crime macabro e que chocou a população acreana teve como vítima a jovem Débora Bessa, 19 anos, que foi decapitada a golpes de facão e teve o corpo esquartejado e depois enterrado numa cova rasa em uma área de vegetação no final do bairro Caladinho. Nos últimos dias, vídeos gravados no momento da morte de Débora foram divulgados na internet. A família da vítima relatou que ela integrava uma facção.

Na sexta-feira (26), um adolescente de 17 anos se entregou à polícia e assumiu ter participado da barbárie. Os outros envolvidos já foram identificados e seguem sendo procurados. O menor foi conduzido ao centro socioeducativo, e mesmo tendo praticado um crime desta natureza deve ficar internado por no máximo três anos. O caso segue sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

O caso que mais gerou revolta nesse ano aconteceu na manhã de segunda-feira (15). O jovem Junior César, 19 anos, voltava para casa depois de uma noite de trabalho, quando na Rua 7 de dezembro ele e o colega foram abordados por dois assaltantes que estavam numa motocicleta. Um dos bandidos roubou o celular da vítima e depois efetuou um tiro que atingiu o pescoço de Junior. Ele não resistiu ao ferimento e morreu no local.

Impunidade

Dos 31 homicídios ocorridos em Rio Branco, somente 3 suspeitos foram presos. A grande maioria dos casos é tida como execução, sempre motivadas por confronto entre facções rivais, e ninguém é preso. Outro fator observado é que quase todos os assassinatos praticados por arma de fogo, a arma é de uso restrito das forças de segurança.

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