Meninas de 9 a 11 anos devem ser imunizadas.
Programa de Imunização quer alcançar objetivo em 60 dias.

Campanha de Vacinação contra o vírus pretende imunizar mais de 26 mil meninas no Acre (Foto: Ney Sarmento/PMMC)
Campanha de Vacinação contra o vírus pretende
imunizar mais de 26 mil meninas no Acre
(Foto: Ney Sarmento/PMMC)

G1/Acre

Mais de 26 mil meninas, de 9 a 11 anos, do Acre devem ser vacinadas contra o Papiloma Vírus Humano (HPV), usado para prevenir o câncer do colo de útero. De acordo com dados do Programa Estadual de Imunização, a meta é vacinar em 60 dias, período da primeira dose, 80% do público-alvo, correspondente a 21.260 meninas. Já na segunda dose, iniciada no mês de setembro, 26.580 meninas já terão recebido a vacina, concluindo o período de imunização do ano. A campanha de prevenção do Ministério do Saúde começou na segunda-feira (9).

“No máximo em 60 dias queremos ter concluído essa primeira fase, onde serão vacinadas 21.260 meninas, caso não alcançamos esse número, vamos fazer as buscas ativas para poder fechar esse número antes que comece a segunda dose, em setembro. A vacina está disponível em todas as unidades de saúde do estado”, explica Núbia Moreira, enfermeira da equipe técnica do Programa Estadual de Imunização.

Núbia conta ainda que a campanha de vacinação será intensificada quando as aulas retornarem, logo que as vítimas da enchente voltarem para suas residências. “Estamos com a mesma estratégia usada no ano passado, buscando esse público nas escolas, mas o problema é que nesse período as escolas estão com as aulas suspensas. Então, nesse momento estamos trabalhando, assim como os outros municípios que foram atingidos pela enchente, atendendo só nas unidades de saúde. Estamos esperando o rio secar, volta das aulas e realizar a vacinação também dentro das escolas”, diz.

Ainda de acordo com a enfermeira, durante a primeira dose da campanha realizada no ano passado, mais de 90% do público foi vacinado, já na segunda,  apenas 45% do público esperado foi atendido. Para Núbia, a falta de informação sobre a vacina ainda é o maior obstáculo enfrentado pelos profissionais de saúde.

“Conseguimos vacinar poucas pessoas durante a segunda dose do ano passado. Acreditamos que a falta de informação ainda é o maior problema. A vacina é para prevenir que essas meninas, que ainda não tem nenhum contato sexual, sejam contaminados no futuro e fiquem doentes mais lá na frente”, finaliza.

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