Conecte-se conosco

Geral

Anuário de segurança Pública destaca domínio do Comando Vermelho no Acre

Os dados sobre Mortes Violentas Intencionais para cada Unidade da Federação, se conectam às redes de narcotráfico e desmatamento mapeadas pelo projeto “Cartografias da Violência na Amazônia”, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com a UEPA e o Instituto Clima e Sociedade –ICS.

Publicado

em

Entre 2019 e 2020, aumentou em 71,2% o número de pessoas desaparecidas no Estado. Foram 191 desparecimentos em 2020 e 110 em 2019. Foi o maior aumento percentual do país. Apenas Acre e Tocantins tiveram aumento, enquanto em todo o país houve redução de ’21,6% nos desaparecimentos.

A Tribuna

O Acre praticamente não teve alteração no número de mortes violentas entre os anos de 2019 e 2020. Essa é uma das conclusões do 15º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

No estado, foram 296 mortes violentas intencionais em 2019 e 294 mortes em 2020, queda de -2,1%. O estado que teve a maior redução foi o Amapá, com -23,6% e o Pará, com -20,1%. Ainda assim, o Acre foi um dos 12 estados brasileiros em que houve redução de mortes. Nos demais os números mostraram aumento da violência. Segundo o relatório, foram 50.033 em 2020, um aumento de 5% em relação ao ano anterior.

O quadro (a baixo) mostra que o Acre teve 280 homicídios, queda de uma morte em relação ao ano anterior, um latrocínio a menos, 12 para 13, o mesmo número de lesões corporais seguidas de morte, duas, um policial morreu em cada ano e a polícia matou mais em confrontos em 2020. Foram 27 mortes registradas em intervenções policiais em 2020 contra 23 em 2019.

Um dado preocupante é o crescimento de mortes violentas não esclarecidas, que foi de 107% entre os dois anos, Foram 10 mortes de autoria desconhecida em 2019 e 21 em 2020. O Acre também teve aumento no número de suicídios, de 60 em 2019, para 76, em 2020, variação de 24,9% de crescimento.

O relatório, entretanto, destaca o Acre na força das facções criminosas. Segundo o relatório, o Acre, em 2020, foi marcado pela consolidação da supremacia do Comando Vermelho, que dominou o estado e reduziu, com isso, as disputas com outros grupos pelas rotas do tráfico internacional. Adicionalmente, não se pode descartar a melhoria da política de segurança em relação a integração de inteligência entre agências levada a cabo no estado.

Um outro dado que chama bastante atenção no relatório é que, na Amazônia, os dados sobre Mortes Violentas Intencionais para cada Unidade da Federação, se conectam às redes de narcotráfico e desmatamento mapeadas pelo projeto “Cartografias da Violência na Amazônia”, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com a UEPA e o Instituto Clima e Sociedade –ICS.

Aumentou número de pessoas desaparecidas no Acre

Entre 2019 e 2020, aumentou em 71,2% o número de pessoas desaparecidas no Estado. Foram 191 desparecimentos em 2020 e 110 em 2019. Foi o maior aumento percentual do país. Apenas Acre e Tocantins tiveram aumento, enquanto em todo o país houve redução de ’21,6% nos desaparecimentos.

Crimes contra patrimônio diminuíram

O Acre teve em 2020 redução de 40,7% no número de roubos de veículos, o que pode ser creditado à montagem de um cerco virtual nas saídas de Rio Branco, que identificam e ajudam a recuperar os veículos e identificar os autores. Foram 38,9% a redução de furtos de veículos e 40,2 quando se analisa as duas modalidades.

Os roubos a residência tiveram redução de 9,6%, a estabelecimentos comerciais redução de 16,4% e roubo a instituição financeira caiu 83, 4%. No total, os roubos caíram 43,4% entre 2019 e 2020 no estado.

Em compensação, as taxas de prisão por tráfico de entorpecentes cresceram 17,5% entre os dois anos.

O mapa destaca os modais de transporte da região são utilizados no crime organizado e como há uma sobreposição territorial de diferentes ilegalidades e violências. No Acre, se destacam as cidades de Porto Walter e Assis Brasil como rotas de entrada de cocaína, por meio fluvial e aéreo no Juruá e aéreo e rodoviário em Assis Brasil, onde a rodovia Br-317 aparece em destaque como modo de entrada da droga no país.

Violência sexual e feminicídios

Praticamente não houve alteração nos números absolutos de homicídios de mulheres e feminicídios. Foram 31 mortes de mulheres nos dois anos, sendo que 11 foram classificadas como feminicídio em 2019 e 12 em 2020. O Acre ainda aparece com destaque negativo em crimes de morte contra mulheres.

Mas o Acre também teve forte redução em casos de lesão corporal por violência doméstica, da ordem de -48,3%, saindo de 600 registros em 2019 para 315 em 2020. Talvez a pandemia possa justificar essa redução. Foi o estado do Brasil que mostrou maior queda deste crime.

O Acre, segundo o relatório do 15º Anuário Brasieiro de Segurança Pública teve significativa redução no número de estupros e estupros de vulneráveis. No conjunto dos dois indicadores, a redução foi de -26,9%, sendo -30,1% de estupro e de -24,8% de estupro de vulneráveis.

Gastos com segurança Pública

O Acre é o sétimo estado do país que mais gasta com segurança pública per capita, em relação á população, embora seu efetivo nas forças de segurança ainda seja insuficiente. São R$ 552 gastos para cada habitante do estado. O estado com maior percentual é o Amapá e o menor é o Piauí. O Acre gastou em 2020, R$ 493.753.295,05, englobando ações de policiamento, defesa civil, informação e inteligência e outros custos.

Comentários

Geral

Gasolina fica 14% mais barata nas bombas em julho, aponta pesquisa

Publicado

em

Segundo a Ticket Log, o maior recuo aconteceu no Sudeste, onde a queda foi de 18,01% e o preço médio ficou em R$ 6,18

O preço médio do litro da gasolina foi de R$ 6,50 nos postos de combustíveis do país em julho, o que configura uma queda de 14,01% em relação a junho. O etanol foi vendido a R$ 5,50 e ficou 8,34% mais barato em comparação com o mesmo período. Os dados foram divulgados hoje pela Ticket Log, que faz levantamento periódico dos preços (IPTL).

Todas as cinco regiões brasileiras tiveram redução no preço da gasolina. O maior recuo aconteceu no Sudeste, onde a queda foi de 18,01% e o preço médio ficou em R$ 6,18. A região Sul apresentou o litro mais barato do combustível: R$ 6,09, baixa de 15,3%. Apesar da redução de 11,94%, a gasolina mais cara está no Nordeste, onde o preço médio é de R$ 6,79.

O Piauí é o estado que comercializa o litro do combustível com o maior preço do país, a R$ 7,23. Já o Distrito Federal não só possui a gasolina mais barata, vendida a R$ 5,95, como teve a redução mais expressiva, de 23%. Nenhum dos estados registrou alta para os combustíveis.

O barateamento da gasolina se deve à redução do ICMS pelos estados, segundo o levantamento. No fim de junho, o presidente Jair Bolsonaro sancionou uma lei que fixa limite de 17% a 18% para a alíquota do tributo cobrado sobre combustíveis, gás natural, energia elétrica, comunicações e transporte público.

“Com a redução da alíquota do ICMS, anunciada no início de julho, o preço da gasolina já registrava baixas de 5,46%, em relação a junho, nos primeiros dias do mês, segundo o levantamento da Ticket Log. No fechamento da primeira quinzena, o recuo no valor do combustível chegou a 10,22%. A queda de 4,93% para o preço da gasolina no repasse às refinarias, anunciada no último dia 19, também contribuiu para a redução de 14,01% acumulada no mês”, destaca Douglas Pina, diretor-geral de Mainstream da Divisão de Frota e Mobilidade da Edenred Brasil.

“Vamos aguardar os reflexos da nova redução de 3,88% anunciada para a gasolina, vendida nas refinarias, que deve impactar no preço bomba nos primeiros dias de agosto. Vale ressaltar que, analisando a paridade com o mercado internacional, com essa atual redução ainda temos uma situação de preço nacional acima da paridade internacional, com uma janela de 7 centavos para gasolina, de acordo com entidades do setor”, ponderou também Pina.

O etanol também registra queda no preço médio desde o mês anterior e, no fechamento de julho, ficou mais barato em todas as regiões. Além de registrar a média mais baixa entre as demais regiões (R$ 4,72), o Centro-Oeste se destacou com o recuo mais expressivo para o litro (-13,02%). O preço mais alto para o etanol foi encontrado no Norte, de R$ 5,89, apesar da queda de 6%.

São Paulo lidera o ranking do etanol mais barato do país, comercializado a R$ 4,21, um recuo de 9,91%. A redução mais significativa para esse combustível foi registrada nos postos de abastecimento do Rio de Janeiro (15,60%) – o valor passou de R$ 6,16 para R$ 5,20. O etanol mais caro foi encontrado no Pará, a R$ 6,35.

“Como reflexo da redução no preço da gasolina, registrada em todo o território nacional, o combustível se apresentou como economicamente viável para mais estados brasileiros, no comparativo com o mês passado. O etanol é mais vantajoso apenas para quem abastece em São Paulo, Goiás e Mato Grosso”, conclui Pina.

O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Ticket Log, que administra 1 milhão de veículos, com uma média de oito transações por segundo.

Comentários

Continue lendo

Geral

TSE divulga patrimônio de sete presidenciáveis; lista fica entre R$ 197 e R$ 24 milhões

Publicado

em

A maior declaração é a do candidato do Partido Novo, Felipe D’Ávila, e a menor, a de Leonardo Péricles, do UP

Da esquerda para a direita e de cima para baixo, os candidatos à Presidência: Bolsonaro, Lula, Simone Tebet, Ciro, Marçal, Péricles, Eymael, Vera Lúcia, Soraya Thronicke, Sofia Manzano, Roberto Jefferson e Luiz D’Ávila
R7/Reprodução

O candidato a presidente da República Felipe D’Ávila (Novo) tem o patrimônio mais alto entre os adversários. D’Ávila declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) R$ 24.619.627,66. O próximo na lista é Pablo Marçal, do PROS, com R$ 16.942.541,15. O ex-presidente Lula é o terceiro colocado com mais bens.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) disponibilizou, neste domingo (7), o patrimônio de 7 dos 12 presidenciáveis para as eleições de 2022.  Ainda não estão disponíveis as declarações de Jair Bolsonaro (PL), Ciro Gomes (PDT), José Maria Eymael (Democracia Cristã), Soraya Thronicke (União Brasil) e Roberto Jefferson (PTB).

O ex-presidente Lula declarou ao TSE ter R$ 7.423.725,78. São R$ 6.584.692,26 a mais em comparação com 2006, quando Lula declarou ter patrimônio de R$ 839.033,52. A renda, porém, diminuiu em relação a 2018.

A senadora Simone Tebet (MDB) também aparece entre os milionários, com patrimônio de R$ 2.323.735,38. A candidata do PCB, Sofia Manzano, declarou R$ 498.000, seguida por Vera Lúcia (PSTU), com R$ 8.805, e Leonardo Péricles (UP), com o patrimônio mais baixo declarado até agora: R$ 197,31.

Comentários

Continue lendo

Geral

Homem sofre fraturas na perna e no braço durante derrubada no Acre

Publicado

em

Um homem conhecido como “Lene” sofreu diversas fraturas durante uma derrubada na tarde de quinta-feira (4), no Ramal do Armando, na Colônia Paraíso, em Feijó.

Conforme o Corpo de Bombeiros, a vítima estava tentando derrubar um pau utilizando uma motosserra, quando foi atingido. De imediato a guarnição dos bombeiros deslocaram de viatura até o final do ramal, onde seguiram em caminhada no meio da selva por mais uma hora, encontrando o ferido já sendo transportado em uma rede por moradores.

“A vítima apresentava desorientação, além de fraturas na perna e no braço e uma possível fratura de clavícula”, informou os bombeiros.

Foram realizados os procedimentos padrões de primeiros socorros e a equipe seguiu viagem em direção a viatura, para em seguida o mesmo ser encaminhado para o hospital.

“Após seis horas de missão, entre deslocamento em ramal e caminhada na mata, a vítima foi entregue a equipe médica às 23h30 com vida”, disse a assessoria dos bombeiros.

Comentários

Continue lendo

Em alta