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Acre

Apenas 137 médicos estrangeiros escolheram a região Norte para trabalhar

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Alexandre Lima, da redação

Segundo foi publicado no jornal Estadão deste sábado, dia 10, a região Norte do Brasil se pode considerar o ‘patinho feio’ dos médicos estrangeiros. Foram selecionados 715 médicos para trabalhar no Programa Mais Médicos, do governo federal.

As regiões menos escolhidas, foram o Norte com 137 e Centro-oeste com 59. Não se sabe quantos virão para o estado do Acre, ou se virão. O Ministério da Saúde informou que o Mais Médicos registrou adesão de 3.511 municípios.

Veja a matéria na íntegra abaixo.


 Médicos estrangeiros escolhem áreas menos carentes

CÉLIA FROUFE – Agência Estado

Os médicos estrangeiros que participam do Programa Mais Médicos, do governo federal, mostraram mais interesse de trabalhar em regiões brasileiras menos necessitadas do País e deixaram em últimos lugares justamente as áreas mais carentes. Levantamento divulgado hoje pelo Ministério da Saúde aponta que, dos 715 profissionais que quiseram participar dessa empreitada que tem a marca pessoal da própria presidente Dilma Rousseff, 204 foram selecionados para a Região Sul do País, depois de um cruzamento de dados de regiões de interesse apontadas pelos candidatos.

A assessoria do Ministério explicou que a maior parte das cidades apontadas está localizada em áreas de fronteira e atribuiu o maior interesse pela região ao fato de muitos dos interessados serem argentinos. O maior número de concorrentes é de espanhóis, seguidos por portugueses e, depois, por médicos do país vizinho.

A Região Sudeste foi a segunda que teve mais municípios selecionados pelos interessados, um total de 162. No Nordeste, 153 médicos receberam o aval da Saúde. Já as Regiões Norte (137) e Centro-oeste (59) foram as que despertaram menor interesse dos profissionais. Juntas (196), elas tiveram menos citações do que o Sul.

O Ministério informou que o Mais Médicos registrou adesão de 3.511 municípios e que a seleção de profissionais começou com candidatos brasileiros, um total de 938. Agora, o governo completa a lista com os 715 estrangeiros, que foram divididos em dois grupos. O primeiro, formado por 521 clínicos, é o de “estrangeiros de fato”. O segundo, que conta com 194 pessoas, foi criado com brasileiros que se formaram no exterior e que recebem esse tratamento diferenciado porque não têm diploma validado no Brasil.

No ato da inscrição ao programa, os interessados deviam, além de entregar a documentação, escolher seis cidades de interesse entre as que aderiram ao programa. Cada uma das cidades tinha de apresentar um perfil, como ser de grande ou pequeno porte ou estar numa região metropolitana, por exemplo. O Ministério, em seguida, realizou um cruzamento de dados com os municípios de interesse e a necessidade de médicos com o objetivo de preencher o maior número de vagas possível. A lista divulgada pelo governo hoje, portanto, continha o nome do médico e o lugar para onde ele foi selecionado entre os municípios pré-indicados por ele mesmo. Os profissionais terão até segunda-feira para confirmar o interesse na vaga.

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Acre

Alan Rick destaca assistência médica nos rincões do país

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Em entrevista ao programa Jogo Rápido, da Agência Câmara de Notícias, o deputado Alan Rick ressaltou a importância da assistência médica integral nos municípios mais distantes dos grandes centros urbanos.

“Um dos grandes desafios do Brasil é garantir o provimento médico nos lugares mais distantes, nos municípios mais pobres, nas áreas de mais necessidade. E foi pensando nisso que em 2016 apresentei emenda à lei do programa Mais Médicos, que hoje possibilita que os brasileiros formados no exterior tenham prioridade na contratação”, disse o parlamentar.

Segundo ele, os médicos formados no exterior são aqueles que permanecem nas unidades de saúde.

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Acre

Inscrição para concurso do CRM com salário de R$ 4 mil encerra nesta quinta

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O prazo de inscrições para o concurso do Conselho Regional de Medicina do Acre (CRM), que prevê uma vaga para o cargo de contador, se encerra nesta quinta-feira, 20. O edital foi lançado no dia 29 de dezembro e a taxa de inscrição custa R$ 75 reais.

A função exige certificado de conclusão ou diploma, devidamente registrado, curso de graduação de nível superior, bacharelado, em contabilidade, reconhecido pelo ministério da educação e registro no conselho regional de contabilidade. O salário oferecido no cargo é de R$ 4.380,43 por jornada de trabalho de 20 horas por semana, mais benefícios de auxílio-creche no valor mensal de R$ 300,00 por dependente com idade de 06 meses até 05 anos e 11 meses e ticket-alimentação de R$ 675,00 por mês.

Os requisitos para se candidatar ao cargo são: Certificado de conclusão ou diploma, devidamente registrado, curso de graduação de nível superior, bacharelado em Contabilidade, reconhecido pelo Ministério da Educação. Registro no Conselho Regional de Contabilidade.

A coordenação técnico/administrativa do concurso público será de responsabilidade do Instituto Brasileiro de Apoio e Desenvolvimento Executivo – IBADE.

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Acre

Mais de 70% dos acreanos entraram 2022 atolados em dívidas e metade com renda comprometida

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Mais de 70% dos moradores de Rio Branco entraram 2022 enterrados em dívidas. Os dados mais atuais da Federação do Comércio do Acre mostram que o prazo médio para a regularização de dívidas pendentes é de 30 dias para 65% dos entrevistados, sendo o cartão de crédito o que apresenta o maior compromisso dos consumidores.

Por conta das dívidas, uma parcela considerável está com restrição de crédito, ou seja, 44% dos consumidores entrevistados que possuem dívidas atrasadas. A parcela da população com o maior endividamento no município de Rio Branco tem renda mensal de até cinco salários mínimos.

“Mais de 71% dos entrevistados estão endividados e 80% destes tem até 50% de renda comprometida”, observa Egídio Garó, especialista da Federação do Comércio do Acre.

Ter entrado o ano atolado em dívidas não é “privilégio” dos acreanos. O nível de endividamento médio das famílias brasileiras em 2021 foi o maior em 11 anos. É o que aponta a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Segundo o levantamento, o último ano apresentou recorde do total de endividados, registrando uma média de 70,9% das famílias brasileiras, enquanto dezembro alcançou o patamar máximo histórico para os meses consecutivos, 76,3% do total de famílias. A taxa de incremento de famílias com dívidas também foi a maior já observada, revelando que as famílias recorreram mais ao crédito para sustentar o consumo.

Na comparação com 2020, das cinco regiões do País, apenas o Centro-Oeste apresentou queda do índice, 0,3 ponto percentual. O Norte registrou estabilidade, e o Sudeste se destacou com aumento de 5,9 p.p., seguido pelo Sul (+5,5 p.p.) e o Nordeste (+4,5 p.p.). Contudo, considerando o total de endividados, o Sul contou com o maior percentual, aproximando-se de 82%. Já na avaliação por faixa de renda, o endividamento médio das famílias com até 10 salários mínimos mensais aumentou 4,3 p.p., chegando a históricos 72,1% do total. Na faixa de renda superior, acima de 10 salários mínimos, o indicador aumentou ainda mais, 5,8 p.p., e fechou em 66,0%.

No caminho oposto dos indicadores de endividamento, no último ano, os números de inadimplência apresentaram queda. De acordo com a pesquisa, o percentual médio de famílias com contas e/ou dívidas em atraso diminuiu 0,3 p.p. na comparação com 2020, chegando a 25,2%. Após iniciar 2021 em patamar superior ao observado no fim do ano anterior, o percentual mensal teve redução até maio, mas passou a apresentar tendência de alta desde então, alcançando 26,2% em dezembro e ficando acima da média anual.

O percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas e/ou dívidas em atraso e que, portanto, devem permanecer inadimplentes também contou com uma redução na comparação com 2020, 0,6 p.p., totalizando 10,5% dos lares no País. Os números indicam que essa parcela de consumidores apresentou movimentos diferentes ao longo do ano. Enquanto, no primeiro semestre, o indicador de inadimplência recorrente oscilou entre baixa e alta, a partir de julho passou a registrar tendência de queda, encerrando o ano em 10% do total de famílias, abaixo da média anual. (Com CNC)

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