Após bloquear ponte por duas horas e ser liberada, bolivianos poderão radicalizar

Alexandre Lima

O clima na fronteira do Acre está tenso. A uma semana, a ponte que liga as cidades de Cobija (Bolívia) e Epitaciolândia (Acre) está fechada para o tráfego de veículos, devido um protesto promovido por uma mãe de família que acusa policiais bolivianos de terem sequestrado seu filho.

O caso vem tomando proporções a nível nacional, uma vez que políticos levaram o caso à Câmara e Senado federal, onde pedem intervenção do Ministério do Exterior no caso, por ser reincidente na fronteira do Acre.

Prevendo ficar sem combustíveis, gás e outros produtos, os bolivianos resolveram bloquear a ponte que liga o lado boliviano pela cidade de Brasiléia. O protesto seria para chamar a atenção das autoridades dos dois países ao caso.

Segundo foi informado, o combustível existente, seria suficiente para menos de duas semanas, podendo afetar cerca de 80 mil habitantes, além de hospitais, prefeitura, governo e outros prédios públicos.

A tempo, o estado de Pando não possui estradas capazes para que os caminhões cheguem das refinarias do País. Por isso, utilizam estradas do Peru, entrando pelo Acre, passando por Assis Brasil, Brasiléia e Epitaciolândia, pela Ponte Internacional que está bloqueada.

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