Depois da derrota do governo na sessão de ontem, quando todos os parlamentares presentes à sessão votaram para derrubar oito vetos do governador Gladson Cameli (Progressistas) de projetos aprovados pela Assembleia Legislativa, inclusive a emenda ao Artigo 21, da Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO), que regula a transferência de recursos constitucionais para os Poderes, MPE, TCE e Defensoria Pública, os deputados resolveram explicar a derrota do governo.

FOTO: SÉRGIO VALE

Deputados de oposição, a exemplo de Edvaldo Magalhães (PCdoB) e Jenilson Leite (PSB), avaliam que a derrota do governo foi construída pelo próprio Palácio Rio Branco quando optou por quebrar os acordos firmados com o parlamento, os desembargadores, procuradores e defensores públicos.

“O que aconteceu não foi para destruir o governo de Gladson, mas para que o Executivo seja respeitado na sua independência”, argumentou Jenilson. Para ele, o governo precisa melhorar sua articulação política.

Edvaldo Magalhães foi mais contundente na crítica. Destacou a postura firme e ética do presidente da Aleac, Nicolau Júnior (Progressista), do 1º secretário Luís Gonzaga (PSDB) e do líder do governo, Luís Tchê (PDT). “O Nicolau é cunhado do Gladson, o Gonzaga ligado ao vice-governador Rocha e o Tchê a voz do governador na Aleac, mas colocaram a independência do parlamento em primeiro lugar”, salientou.

“O que aconteceu não foi para destruir o governo de Gladson, mas para que o Executivo seja respeitado na sua independência”, argumentou Jenilson. Para ele, o governo precisa melhorar sua articulação política.

Edvaldo Magalhães foi mais contundente na crítica. Destacou a postura firme e ética do presidente da Aleac, Nicolau Júnior (Progressista), do 1º secretário Luís Gonzaga (PSDB) e do líder do governo, Luís Tchê (PDT). “O Nicolau é cunhado do Gladson, o Gonzaga ligado ao vice-governador Rocha e o Tchê a voz do governador na Aleac, mas colocaram a independência do parlamento em primeiro lugar”, salientou.

De acordo com ele, a oposição e a base continuam do mesmo tamanho, a discussão foi feita a luz do dia, com transparência. “O entendimento construído as claras foi vetado nos gabinetes, foi uma facada nas constas do parlamento”, disse.

Líder Tchê manda secretários tirarem a bunda das poltronas, saírem do ar-condicionado para ajudar o governador

Para o líder do governo, deputado Luís Tchê (PDT), o que aconteceu foi apenas um exercício de democracia. “Tenho o dever como líder de defender o governo, mas os parlamentos estão mudando no mundo todo, estão se fortalecendo mais. O que aconteceu ontem nessa Casa foi possível porque o governador Gladson Cameli é um democrata”, disse.

FOTO: SÉRGIO VALE

Segundo o governista, os parlamentares mostraram ao governador que o parlamento passou três semanas se reunindo com todos os poderes, combinando ponto a ponto do que foi acordado nos projetos de leis aprovados. “A palavra acordada tem que ser cumprida, é por isso que a aprovação pessoal do governador é de 20% e dos secretários apenas 20%, que devem tirar a bunda das poltronas, saírem dos gabinetes com ar-condicionado e ajudarem o governador Gladson Cameli a trabalhar pelo Acre”.

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