Categoria estava em greve desde o dia dia 27 de setembro, após aprovação com reformulação do Plano de Cargos e Carreiras.

Servidores da educação em Brasiléia deflagram greve no último dia 27 de setembro — Foto: Sinteac/Brasiléia
 Por Alcinete Gadelha, G1 AC — Rio Branco

Após a Justiça do Acre determinar suspensão de greve, os servidores da Educação da cidade de Brasiléia, interior do Acre, voltaram ao trabalho na segunda-feira (7).

A categoria estava em greve desde o dia dia 27 de setembro, após aprovação com reformulação do Plano de Cargos e Carreiras (PCCR) e alega que alguns benefícios foram reduzidos.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre no município (Sinteac), José Almeida, informou que o jurídico do sindicato recorreu da decisão da justiça.

A determinação de suspender o movimento de greve é resultado de uma petição do município à Justiça. A decisão foi assinada pelo desembargador Samoel Evangelista, na última quarta-feira (2).

“Suspendemos porque foi uma decisão judicial. Mas vamos recorrer, o advogado já entrou com a ação”, disse o presidente do sindicato.

O presidente do sindicato disse que caso a decisão da justiça seja derrubada, deve ocorrer um novo diálogo com a categoria para decidir se voltam com o movimento.

Alegação

À Justiça, o município alegou que o PCCR foi reformulado levando em consideração as condições financeiras da cidade, que teria sofrido uma redução de mais de R$ 9,7 milhões no orçamento de 2019.

“Aponta que a deflagração do movimento grevista ocorre na iminência das provas do Sistema de Avalização de Educação Básica (Saeb), que ocorrerá entre os dias 21 de outubro e 1º de novembro, que serve de subsídio para o cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica”, frisou.

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O desembargador estipulou uma multa diária no valor de R$ 10 mil em caso de descumprimento da decisão.

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“O sindicato não enviou o seu estatuto e a convocação para a assembleia. Contrapõe a informação de que a deliberação foi tomada por unanimidade, à afirmação de servidores sindicalizados presentes ao ato, que disseram não aderir ao movimento grevista e que, portanto, manteriam as unidades escolares em funcionamento”, concluiu.

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