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Após mudar de bairro, menino de 7 anos deixa carta e brinquedo preferido de recordação para amigo

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Os dois moravam em um condomínio no bairro Morada do Sol, em Rio Banco, e foram surpreendidos pela mudança do amigo.

Carta foi deixada na porta do apartamento de Expedito — Foto: Arquivo pessoal

Por Alcinete Gadelha, G1 AC

O pequeno Carlos Expedito, de apenas 5 anos, teve uma surpresa ao chegar em casa e se deparar com uma cartinha de despedida e um brinquedo que o melhor amigo dele, José Samuel, de 7 anos, deixou quando se mudou para outro bairro.

Os dois moravam em um condomínio no bairro Morada do Sol, em Rio Banco, e eram vizinhos. Após a escola, os dois tinham um encontro marcado que sempre rendiam tardes de muita diversão e, nessa parceria, claro, compartilhavam os brinquedos.

Após um ano morando no local, Rose Valentim, mãe de Samuel, teve que mudar do apartamento e o filho não queria perder o contato com o amigo. Ele disse à mãe que queria se despedir e presenteá-lo.

Expedito é só alegria com os mimos que ganhou do amigo — Foto: Arquivo pessoal

Rose diz que deixou o menino livre para escolher, e ele não pensou duas vezes. Além de escrever um bilhete se expressando, resolveu mostrar a lealdade ao amigo ao dar de presente o brinquedo que Expedito mais gostava de brincar quando estavam juntos.

“Oi, Expedito, estou indo embora. Vou sentir saudades. Eu vou deixar um brinquedo para você. Tchau! Samuel. Me liga”, disse ao deixar o bilhete colado à porta do apartamento do amigo com o número de telefone e o brinquedo, uma beyblade.

Rose contou que o filho é uma criança de emoções fortes. Que é muito amigo e carinhoso e que a decisão de fazer o bilhete e deixar o presente partiram dele. E que ela apenas apoiou.

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“Ele simplesmente pegou uma caneta e disse que ia deixar um recado para o amigo e começou a escrever. Quando terminou, perguntou se podia deixar um brinquedo para o amigo. Conseguiu se expressar do jeito dele”, contou a mãe.

Mãe e filho ficaram emocionados com atitude de amigo — Foto: Arquivo pessoal

O gesto carinhoso chamou a atenção da mãe de Expedito, a jornalista Marcelina Freire, de 30 anos, que acabou compartilhando a atitude de Samuel em uma rede social.

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“Fiquei emocionada. Para ele, foi algo muito natural. Mas, para mim, que tive um dia difícil e estava justamente pensando de como as pessoas são tratadas como descartáveis, aquilo mexeu muito comigo e resolvi compartilhar”, contou.

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A surpresa foi grande para Marcelina, que se deparou com o gesto do garoto, que estava com pressa e, por isso, resolveu colar o brinquedo na porta. Tudo isso porque no momento da entrega, o filho não estava em casa.

José Samuel, de 7 anos, é o autor do bilhete carinhoso para o amigo — Foto: Arquivo pessoal

“O que mais me chamou atenção é que ele deixou o presente que o Expedito mais gostava. Quando vi, comecei a chorar e ele, sem entender, perguntou: ‘tia, porque a senhora está chorando?’. Só disse a ele que estava emocionada”, contou Marcelina.

Marcelina disse que os dois sempre brincavam juntos, e que não esperava uma atitude como esta. Motivo pelo qual resolveu compartilhar a história. E disse que, sem dúvidas, ela e o filho receberam uma grande lição e prova de lealdade.

Após retornar para casa, o Expedito recebeu o brinquedo e, agora, não desgruda mais. O amigo foi embora para longe, mas a amizade e o brinquedo permanecem juntinho dele.

‘Soube se expressar’

Rose Valentim ficou orgulhosa do filho Samuel com a decisão de presentear o amigo — Foto: Arquivo pessoal

Rose conta que Samuel já tinha feito bilhetes para ela no Dia das Mães, e até surpresa de aniversário. “São coisas que saem de dentro dele, o que sentiu, colocou no papel”.

Ela falou ainda que o filho, antes de entregar a cartinha, pediu que ela lesse para ver se tinha ficado boa.

“Quando li, vi que tinha colocado que ia sentir saudade e avisou ao coleguinha que estava indo embora e que não queria perder o contato. Às vezes, a criança sente alguma coisa, mas não sabe expressar e ele foi bem claro no que sentia em relação ao colega quando escreveu”, disse.

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Nova frente fria chega ao AC nesta semana e temperatura atingirá 18ºC, diz Friale

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Pesquisador Davi Friale – Foto: Alexandre Lima/Arquivo

O pesquisador Davi Friale divulgou em seu site O Tempo Aqui, nesta segunda-feira (10), uma nova previsão de diminuição das temperaturas na próxima semana.

Além disso, o “mago” destacou que até o próximo domingo (16) haverá calor abafado, chuvas, possibilidade de temporais e tempo seco e ventilado.

Na quarta-feira (12), mais uma frente fria chegará ao Acre, a partir do fim da tarde, mas será na quinta-feira que os ventos serão mais intensos, devido à penetração de mais uma onda de frio polar, declinando levemente a temperatura.

“Desta vez, a massa de ar frio não será intensa no Acre. As temperaturas, ao amanhecer, de quinta-feira e de sexta-feira, deverão oscilar entre 18 e 20ºC, em Rio Branco, Brasileia e demais municípios do leste e do sul do estado”, comentou.

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IBGE: mais de 12% dos acreanos já sofreram violência psicológica, física ou sexual

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A pesquisa apontou que 68 mil pessoas de 18 anos ou mais sofreram agressão psicológica nos 12 meses anteriores à entrevista, ou seja, 11,5% da população

IBGE

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta segunda-feira (10) os resultados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019.

O Acre figurou em muitos cenários. Um deles foi o de violência psicológica, física ou sexual. Pelo menos 12,4% da população já foi alvo de uma das agressões.

Os dados apontam ainda que 72 mil pessoas de 18 anos ou mais sofreram os tipos de violência destacados, nos 12 meses anteriores à entrevista.

“O percentual de mulheres que sofreram alguma violência foi de 14,0% e o de homens foi de 10,8%. Considerando a faixa etária, a prevalência de casos de violência é mais acentuada nas populações mais jovens: de 18 a 29 anos (16,5,0%); de 30 a 39 anos (8,9%); de 40 a 59 anos (13,5%) e 60 anos ou mais (6,9%). As pessoas pretas (20,2%) e pardas (10,9%) sofreram mais com a violência do que as pessoas brancas (14,6%), diz o órgão.

Outro resultado preocupante tem a ver com o afastamento das atividades laborais e habituais em decorrência da violência sofrida. 9 mil pessoas foram afetadas – o que representa 12,9% das vítimas de violência, seja psicológica, física ou sexual. As mulheres foram mais atingidas do que os homens, com 18,3% e 5,4%, respectivamente.

Violência psicológica

A pesquisa apontou que 68 mil pessoas de 18 anos ou mais sofreram agressão psicológica nos 12 meses anteriores à entrevista, ou seja, 11,5% da população.

O percentual de mulheres vitimadas foi maior do que o dos homens, 12,9% contra 10,1%, respectivamente. A população mais jovem (18 a 29 anos) sofreu mais violência psicológica do que a população com idade mais elevada (60 anos ou mais), 15,4% contra 6,9%. Mais pessoas pretas (18,0%) e pardas (10,2%) sofreram com este tipo de violência do que pessoas brancas (13,4%).

“Considerando o rendimento domiciliar per capita, o grupo com menor rendimento apresentou um percentual maior de vítimas: 15,2% das pessoas sem rendimento até 1/4 do salário mínimo, em comparação a 10,5% das pessoas com mais de 5 salários mínimos”, destaca a pesquisa.

Violência física

A PNS estimou que 17 mil pessoas de 18 anos ou mais sofreram violência física nos 12 meses anteriores à entrevista, o que representa 2,8% da população. O percentual de vítimas do sexo feminino foi de 3,4%, enquanto o dos homens, 2,2%.

Violência sexual

Para as pessoas que responderam que não sofreram agressão sexual nos últimos 12 meses, foi perguntado se ela sofreu essa violência alguma vez na vida. Considerando essas duas perguntas, estima-se que 25 mil pessoas de 18 anos ou mais de idade foram vítimas de violência sexual, independentemente do período de referência, o que corresponde a 4,3% desta população, 2,6% dos homens e 5,9% das mulheres.

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Internações por covid na UTI e enfermarias estão em queda no Acre, diz subsecretária de Saúde

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Ala Covid-19 no Acre – Foto: Odair Leal/Secom/arquivo

A subsecretária de Saúde do Acre, Paula Mariano, disse em entrevista que o número de internações por covid-19 vem diminuindo consideravelmente nos últimos dias.

A notícia tem a ver com a ocupação de leitos comuns e da Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

“Temos percebido uma diminuição satisfatória nos últimos 15 dias no Pronto-Socorro e no Into, além de uma queda no número de internações também em Cruzeiro do Sul, no Hospital de Campanha”, disse Paula.

Na última quarta-feira (5) o Into registrou 11 leitos disponíveis de UTI, e o PS desocupou outras 7 vagas. Em Cruzeiro do Sul, 6 leitos estavam disponíveis.

No maior hospital de referência do Acre, apenas 49 leitos de enfermaria, dos 160 disponíveis, estavam ocupados na data.

De acordo com o consórcio de veículos de imprensa do Brasil, o Acre está em queda no número de novas mortes pela doença.

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