O Estado contrair mais R$ 600 milhões em novos financiamentos, o governo pagou os atrasados e renegociou o vencimento das dívidas antigas.

Regis Paiva - Folha do Acre

Como se faz para pagar dívidas bancárias e para as quais não se tem geração de riqueza interna para continuar honrando os compromissos? A dona de casa sabe a resposta: cortar despesas. Mas esta receita não se aplica ao governo do Estado do Acre, pois sem dinheiro para honrar financiamentos, contrai mais dívidas para pagar dívidas. A tinta usada para assinar a autorização para o novo financiamento nem bem secou e o governo do Acre correu para publicar a renovação de oito contratos de financiamentos com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.

Com a liberação para o Estado contrair mais R$ 600 milhões em novos financiamentos, o governo pagou os atrasados e renegociou o vencimento das dívidas antigas. Ou seja, comprou dinheiro pagando juros para rolar as dívidas já existentes.

Com isso, ao invés de solucionar o problema, apenas protelou a situação com a agravante de aumentar a conta de juros, comprometendo os orçamentos futuros. Caso haja uma recuperação muito forte na economia nacional nos próximos anos e um aumento no Fundo de Participação dos Estados (FPE), a situação pode ser minorada, mas se o cenário permanecer como o atual, em pouco tempo o Estado vai entrar em concordata como o Rio de Janeiro.

A diferença é que o Rio de Janeiro pode ter um aumento da arrecadação em 2018 com o aumento da produção de petróleo do Pré-Sal e os novos aumentos na prospecção. O Acre não tem saída como esta.

A relação dos contratos de financiamentos rolados (novo prazo de carência e ampliação da amortização) foi publicada às páginas 381-382 do Diário Oficial do Estado do Acre (DOE), edição nº 12.208, desta quarta-feira (27):

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