Mulher conta que Fernando da Silva não consegue andar ou falar direito e tem lapso de memória. Ele ficou internado por três meses após ser agredido em bairro de Rio Branco.

Fernando Roberto da Silva, de 53 anos, agredido a pauladas no bairro Cidade Nova, em Rio Branco, em junho desse ano — Foto: Arquivo pessoal
Por Iryá Rodrigues, G1 AC — Rio Branco

A vida de Fernando Roberto da Silva, de 53 anos, agredido a pauladas no bairro Cidade Nova, em Rio Branco, em junho deste ano, não voltou a ser a mesma após o ocorrido. Como sequela da agressão, ele não consegue falar ou andar direito e tem lapsos de memória.

A informação foi confirmada a reportagem pela mulher de Silva, a assessora parlamentar Francisca Siqueira, de 41 anos. Ela conta que teve que abandonar o emprego para cuidar do marido.

“Ele está em casa, mas ainda está debilitado. Falando e andando com dificuldade, não caminha sozinho, tem que estar sempre com um apoio. Lembra de algumas pessoas e outras não, tem dia que ele nem lembra de mim. Não lembra o que aconteceu com ele e agora a gente está tentando fisioterapia para ele melhorar”, contou.

Silva foi agredido a pauladas por três homens durante uma bebedeira. Ele foi encontrado pela mulher dele na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Pronto-socorro de Rio Branco após ficar mais de um dia sem dar notícias para a família.

As investigações do crime são conduzidas pela Delegacia da 2ª Regional, que fica no Conjunto Habitacional Cidade do Povo. O delegado Jarlen Alexandre informou que ainda não ouviu Silva para tentar esclarecer o que aconteceu e que não tem novidades sobre o caso.

A mulher disse que Silva ficou internado por três meses no Pronto-socorro de Rio Branco, sendo 46 dias na UTI. A vítima chegou a fazer uma cirurgia de traqueostomia e na face.

“Ele ficou 48 dias em coma. Quando recebeu alta da UTI ainda estava em coma e dois dias depois que ele estava no leito acordou. Como foi uma lesão que mexe muito com o sistema nervoso, ele acaba ficando nervoso muito rápido com as coisas, tem que ter muita calma. Tive até que sair do trabalho para poder cuidar dele, que precisa de mim 24h. Estamos vivendo com ajuda de parentes e amigos”, disse.

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